
O pastor Rubens Ciro de Souza (68) morreu de Covid-19 no último dia 3. O segundo na linha de sucessão da Assembleia de Deus do Mato Grosso, liderada pelo pastor Sebastião Rodrigues de Souza (89), seu pai, estava internado na UTI da Clínica Femina, em Cuiabá (MT). Nilda (85), esposa de Sebastião, também teve que ser internada.
Bolsonaristas, os pastores decidiram seguir a decisão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), de Cuiabá, que liberou as atividades religiosas e vinham celebrando cultos, desconsiderando as recomendações da Organização Mundial da Saúde contra aglomerações, de modo a evitar o contágio do novo coronavírus. O templo da AD nessa cidade tem capacidade para 23 mil fiéis.
A exemplo de seu pai, Rubens era favorável à prescrição da controvertida cloroquina a pacientes de Covid-19 apesar de diversos estudos, entre eles os dos programas Solidariedade (da Organização Mundial de Saúde) e Recovery (do governo do Reino Unido) não conseguirem comprovar que a cloroquina e a hidroxicloroquina reduzam o risco de morte de pacientes com covid-19. Mesmo tendo a autoridade sanitária dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), suspendido a autorização para uso emergencial dessas substâncias como tratamento do novo coronavírus no país.
A Assembleia de Deus só suspendeu os cultos quando os dois pastores foram internados às pressas no mesmo hospital particular. A retomada das atividades está prevista para 15 de julho.
Mais grave: as autoridades sanitárias não fizeram rastreamento para saber se houve contaminação do vírus entre os fiéis nos cultos da Assembleia de Deus. Até sábado (4), houve no Mato Grosso 786 mortes pela Covid-19, com o crescimento de nove vezes em um mês.
Fonte DCM
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