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Ministro da Educação deixa o governo após cinco dias no cargo

Ministro da Educação deixa o governo após cinco dias no cargo

30/06/2020 às 19h20 Atualizada em 30/06/2020 às 22h20
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Antes mesmo de tomar posse, o ministro da Educação, Carlos Decotelli, deixou o cargo após o presidente Jair Bolsonaro ter aceitado seu pedido de demissão na tarde desta terça-feira, 30. A decisão de deixar o governo foi tomada após o currículo de Decotelli ter sido questionado por universidades estrangeiras e pela Fundação Getúlio Vargas. Ele ficou cinco dias no cargo. É o terceiro ministro da Educação de Bolsonaro a deixar o cargo em um ano e meio de governo.

Decotelli se reuniu com o presidente, no final da tarde de segunda-feira, e após a conversa disse que continuava ministro. Mas a situação dele ficou ainda mais grave com a divulgação de uma nota pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta terça, negando que o ministro tenha sido professor das escolas da instituição. Segundo a fundação, ele atuou como professor colaborador “apenas nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos”.

O mais cotado para assumir o ME, conforme reportagem do jornal Folha de S. Paulo, por ora, é Anderson Correia, atual reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica. São cotados também o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, o ex-assessor do Ministério da Educação Sérgio Sant'Ana e o conselheiro do CNE (Conselho Nacional de Educação) Antonio Freitas, que é pró-reitor na FGV e cujo nome aparecia como orientador do doutorado não realizado por Decotelli.

A preocupação dos militares e de educadores é que integrantes ligados a Olavo de Carvalho agora tenham argumentos para indicar um nome que prevaleça. O deputado Eduardo Bolsonaro teria sugerido Sérgio Sant'Ana, ex-assessor especial de Abraham Weintraub e ligado a olavistas do governo. O nome de Ilona Becskehazy, que é a atual secretária de Educação Básica no MEC, também está sendo defendido por grupos considerados ideológicos.

Na segunda-feira, o presidente chamou Decotelli para uma conversa e postou nas redes sociais que o economista estava sendo vítima de críticas para desmoralizá-lo. Mas deu um recado. “O Sr. Decotelli não pretende ser um problema para a sua pasta (Governo), bem como, está ciente de seu equívoco.” E não indicou que haveria posse, anteriormente marcada para esta terça.

 

Fonte: Jornal A Tarde

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