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Gestão da Petrobras mentiu ao afirmar ao deputado federal Paulo Azi que não tinha planos de hibernação para o Nordeste e norte capixaba

Gestão da Petrobras mentiu ao afirmar ao deputado federal Paulo Azi que não tinha planos de hibernação para o Nordeste e norte capixaba

22/05/2020 às 17h00 Atualizada em 22/05/2020 às 20h00
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Assim como o governo federal, a atual gestão da Petrobras vem se pautando na mentira para fazer sua política de negócios. O mais recente episódio teve como vitima o deputado federal Paulo Azi (DEM). A direção da estatal mentiu para o deputado, fazendo com que ele viesse a público propagar o que achava ser verdade, pois havia sido afirmado pela Petrobras, mas, sem querer, o deputado disseminou uma mentira, hoje mais conhecida como fake news.

Em contato com o site Alagoinhas Hoje, o deputado afirmou que “manteve conversas com a diretoria da Petrobras no sentido de obter informações sobre o destino dos poços terrestres de produção de petróleo na Bahia”. Segundo o deputado “em nenhum momento se pensa na hibernação dos poços. O que existe é um processo, que não teve início agora, de transferência para a iniciativa privada. Poços de baixa produtividade, que para operação da Petrobras são absolutamente inviáveis do ponto de vista econômico”. O deputado, pautado nas informações dadas pela estatal criticou ainda “o estardalhaço em relação ao tema, com a propagação de informações sobre a hibernação de todos os poços terrestres na região de Alagoinhas e riscos de perda de empregos”.

A propagação das informações sobre a hibernação dos campos terrestres de petróleo na Bahia, Sergipe, Ceará, Alagoas, Rio Grande do Norte e norte do Espírito Santo, foi feita pela FUP, pelo Sindipetro Bahia e demais Sindipetros, cujos estados seriam afetados pela decisão da Petrobras. E foi feita porque trata-se de informações verdadeiras e podemos provar. Não trabalhamos com fake news.

No dia 8 de abril de 2020, o RH da estatal enviou notificações aos Sindipetros da Bahia, Rio Grande do Norte, NF, Sergipe/Alagoas, Ceará e Espírito Santo, informando sobre a decisão da companhia de hibernar unidades de sondagem, campos terrestres e plataformas localizadas em águas rasas. Com os assuntos “Redução de atividades e Plano de Pessoal” e “Hibernação e Plano de Pessoal”, na correspondência, o RH da Petrobras citou o cenário de incertezas no Brasil para informar algumas medidas que iria tomar como “parada de algumas unidades de produção, postergação e redução de gastos com pessoal e dividendos, entre outras”.

A estatal afirmou ainda que “Os empregados impactados pela redução de atividades e hibernação terão acesso a todas as alternativas previstas no nosso plano de pessoal para gestão do portfólio: realocação interna de acordo com as necessidades da Companhia, Programa de Desligamento Voluntário (PDV) e desligamento por acordo. De acordo com as necessidades da companhia, empregados que optarem pela realocação serão transferidos para unidades onde suas atuações são demandadas no momento”.

Na correspondência a Petrobras também afirma que “Entre as instalações que estão sendo hibernadas, estão plataformas em águas rasas e campos terrestres. Tais plataformas e campos operam com custo de produção mais elevado. No caso das plataformas, em virtude da queda dos preços do petróleo, passaram a ter fluxo de caixa negativo. Cada instalação terá seu planejamento próprio de hibernação”.

Como não faz parte do seu quadro direto de funcionários, a estatal só não citou os cerca de 4 mil trabalhadores terceirizados, somente na Bahia, e mais de 6 mil nos demais estados, que poderiam perder seus empregos no caso da hibernação dos campos terrestres, que já estava sendo colocada em prática.

O Sindipetro não se pauta em notícias falsas e seria incapaz de aglutinar prefeitos, senadores, deputados federais e estaduais se realmente os empregos e a arrecadação dos municípios e estados não estivessem em risco.

Além das notificações enviadas aos Sindipetros pelo RH da a, diretores do Sindipetro Bahia, tiveram contato com gerentes de diversas unidades da estatal no estado que confirmaram estar a pleno vapor o processo de paralisação dos campos terrestres da Petrobras.

Outra prova cabal do desenvestimento da Petrobras e da redução de atividades nos campos terrestres é a notícia anunciada pela gerência da CPT (Construção de Poços Terrestres) da paralisação das atividades de 18 sondas de produção de petróleo, que vai significar a demissão de cerca de 1.200 pessoas nos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e também no Espírito Santo.

O que aconteceu é que diante da grande repercussão do fato, a direção da Petrobras retrocedeu, principalmente porque ficou feio para a estatal ser responsável pelo aprofundamento da crise econômica, social e sanitária no país em plena pandemia da covid-19.

Se a gestão de uma empresa pública mente para um deputado federal (que representa o povo) e que foi atrás de informações, o que esperar dessa empresa no que diz respeito a passar as informações para a sociedade?

Clique abaixo para ler as cartas de notificações enviadas pela Petrobrás aos Sindipetros informando sobre o processo de hibernação em suas unidades

Sindipetro Bahia

Sindipetro Sergipe/Alagoas

Sindipetro NF

Sindipetro Espírito Santo

Sindipetro Rio Grande do Norte

Sindipetro Ceará

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