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Já morreram mais enfermeiros no Brasil do que na Itália e na Espanha juntas

Já morreram mais enfermeiros no Brasil do que na Itália e na Espanha juntas

07/05/2020 às 08h29 Atualizada em 07/05/2020 às 11h29
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Covid-19 já matou 73 trabalhadores. Falta de proteção e manutenção de idosos no atendimento contribuem para mortalidade

Quando se deparou com a primeira paciente de covid-19 em Rondon do Pará, a enfermeira veterana Carla Mileni Siqueira dos Santos, 49 anos, fez aquilo que sempre fez ao longo da carreira: tranquilizou a paciente, uma idosa, e calmamente realizou o protocolo para testagem da doença. Mesmo tomando todos os cuidados, dias depois ela própria adoeceu. No último domingo, Carla entrou para uma estatística dramática: faz parte dos 73 trabalhadores de saúde brasileiros mortos em meio ao combate à pandemia do novo coronavírus. A cifra é maior do que as da Itália e da Espanha juntas, países que acumulam mais de 50.000 mortes, contra as 8.536 oficialmente registradas no Brasil. Falta de equipamentos de proteção e manutenção de idosos em atendimentos de doentes contribuem para a alta mortalidade, explica a reportagem de Gil Alessi, que conta sobre essas mulheres —quase 85% dos trabalhadores de enfermagem são do sexo feminino— e homens que estão todos os dias na linha de frente do combate à doença.

A crise do coronavírus muda o mundo de forma acelerada e leva milhões de pessoas a trabalharem de suas casas. A tecnologia viabiliza boa parte dessa experiência, conectando as pessoas até em reuniões de trabalho virtuais. Quais as consequências disso? Reportagem de José Mendiola Zuriarrain ouve especialistas que alertam que o uso de ferramentas para videoconferências aumenta o nível de estresse dos participantes.

Enquanto o mundo continua em emergência sanitária, a tensão da Venezuela com os EUA e a oposição ao chavismo se agrava. O Governo venezuelano divulgou no domingo a tentativa de “invasão marítima” de uma unidade militar que, segundo a versão oficial, pretendia provocar uma revolta e derrubar o presidente Nicolás Maduro com o suposto apoio dos Estados Unidos e da Colômbia. Pelo menos oito pessoas morreram no confronto com as forças de segurança venezuelanas e no dia seguinte o aparato chavista acabou por desbaratar o plano, capturando pelo menos 11 pessoas, sendo dois cidadãos norte-americanos. Os ingredientes desse novo caso aprofundaram, mais uma vez, a tensão entre Washington e o país latino-americano.

Fonte El País

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