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“Não tem Centrão que segure”, diz Wagner sobre Bolsonaro tentar evitar impeachment

“Não tem Centrão que segure”, diz Wagner sobre Bolsonaro tentar evitar impeachment

04/05/2020 às 16h35 Atualizada em 04/05/2020 às 19h35
Por: Redação
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O senador e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), não acredita que uma aliança entre Jair Bolsonaro e partidos do Centrão - DEM, PP, PTB, PL, Republicanos, Solidariedade, PSD e PSC - vai livrá-lo de ser deposto da Presidência da República.

Para o petista, o Judiciário terá papel essencial na deflagração de um processo que pode afastar o presidente do mandato. “Não tem Centrão que segure, se houver uma denúncia da Procuradoria-Geral da República ao Supremo. Não tem ninguém que resista”, afirmou, em referência ao inquérito que tramita na PGR para apurar as acusações de Sergio Moro de que Bolsonaro tentou intervir politicamente na Polícia Federal.

Segundo informações que circulam nos bastidores em Brasília, o chefe do Executivo negocia cargos e ministérios com os partidos, em troca de ser salvo de um eventual processo de impeachment na Câmara dos Deputados. Em entrevista ao A TARDE, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, delator do Mensalão e condenado por participação no esquema, disse que "ou Bolsonaro se alia a esses partidos [do Centrão], ou ele cai". Wagner, a aliança seria incoerência com o discurso contra a “velha política” representada pelo Centrão, pregado por Bolsonaro.

“Mas não dá para se cobrar incoerência de alguém como ele, que não tem projeto. Ele tem um mando de bravatas jogadas ao vento, que servem para alimentar a tropa dele, a briga. A turma dele é assim. Gol de mão vale pro meu time, mas não para os outros”, criticou o petista, em entrevista na live “A Tarde Conecta”.

Do ponto de vista político, Wagner avaliou que o apoio popular a um impeachment, algo não visto atualmente, pode chegar com o agravamento da pandemia de coronavírus.

“Se o pico acontecer e nós assistirmos a imagens que vimos em outros lugares, ele vai ficar em um situação bem fragilizada e será responsabilizado. A ação dele como governo é uma afronta à vida das pessoas frente à pandemia. Ele não governa, ele faz uma trama eleitoral para 2022. Ele se prepara visando se reeleger em 2022”, avaliou.

“Briga de sócio” - Para Wagner, a troca de acusações entre Moro e Bolsonaro é “briga de sócio”. Segundo o senador, o ex-juiz federal não é inocente e, se for julgado da mesma forma como julgou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, verá que “quem com ferro fere com ferro será ferido”.

“Toda a trajetória do ex-ministro, do ex-juiz não dá para respeitar porque ele não é nenhum inocente útil. Ele sabia para onde estava indo. Deixou uma carreira pela qual ele se notabilizou, para o bem e para o mal, com a Lava Jato, para participar do governo. Essa é uma briga de sócio, que a gente não se mete.”

Adiamento das eleições - Questionado sobre as propostas de adiamento das eleições de outubro por causa da pandemia de coronavírus, o ex-governador tratou o assunto como “chutômetro” neste momento, mas reconheceu a necessidade de se pensar em alternativas mais à frente, caso a situação não esteja normalizada.

“Até a hipótese de prorrogar tem que ser analisada. É impensável fazer campanha, comício, carreata em um cenário desses.”

 

Fonte: Jornal A Tarde

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