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Bolsonaro x Moro nas mãos do STF

Bolsonaro x Moro nas mãos do STF

27/04/2020 às 08h16 Atualizada em 27/04/2020 às 11h16
Por: Redação
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O desenrolar do embate entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, dependerá em grande medida do Supremo Tribunal Federal. É esperado que o ministro Celso de Mello, decano do STF, autorize nesta segunda-feira, 27, a abertura de um inquérito para apurar as declarações e os fatos narrados por Moro, que, ao anunciar sua demissão, na sexta-feira, 24, acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente na Polícia Federal. O pedido foi apresentado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. Ainda hoje é também esperado que Bolsonaro confirme as nomeações de Jorge Oliveira no Ministério da Justiça e de Alexandre Ramagen na Polícia Federal (substituindo respectivamente Moro e Maurício Valeixo, ex-chefe da PF cuja exoneração foi o estopim da crise). A proximidade dos indicados com a família Bolsonaro faz com que partidos de oposição se organizem para barrar as nomeações no Supremo. A temperatura também pode subir no Congresso. Alessandro Molon, líder do PSB na Câmara, anunciou que

vai entrar hoje com pedido de impeachment contra Bolsonaro.

2 - IMPACTO NOS MERCADOS

O tiroteio entre Bolsonaro e Moro pode continuar refletindo nos mercados no Brasil. Há um temor de que a crise siga se arrastando. Na sexta-feira, 24, depois da saída de Moro, o Ibovespa caiu 5,45%. Mais cedo, chegou a flertar com circuit-breaker, caindo mais de 9%. A euforia que alimentou a alta de 31,6% da bolsa brasileira em 2019, com a expectativa de que Bolsonaro implantasse uma agenda reformista liberal, evaporou. Muitos investidores jogaram a toalha. “É game over para o Brasil. A economia vai agonizar por anos”, disse Fabricio Taschetto, diretor de investimentos da ACE Capital. Lá fora, o mercado internacional pode ser influenciado positivamente pelo menor ritmo de avanço no coronavírus: Nova York teve 367 mortes ontem, o menor número em um mês. A Itália registrou 260 vítimas, nível mais baixo desde 14 de março. As bolsas asiáticas fecharam em alta: Hong Kong subiu 1,88%, o japonês Nikkei, 2,71%, e Xangai, 0,25%. O europeu Stoxx 600 subia 1,76% às 7 horas.

Fonte Exame

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