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Após confrontar Weintraub, embaixador chinês comemora contato com Mandetta

Após confrontar Weintraub, embaixador chinês comemora contato com Mandetta

07/04/2020 às 19h26 Atualizada em 07/04/2020 às 22h26
Por: Redação
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O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, participou nesta quinta de reunião com governadores (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, participou nesta quinta de reunião com governadores (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Yang Wanming também se desentendeu com o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente.

Após confrontar o filho do presidente, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e o ministro da Educação, Abraham Weintraub – que chacoteou a China utilizando o personagem Cebolinha, da Turma da Mônica -, o embaixador do país asiático no Brasil, Yang Wanming, comemorou contato por telefone com Luiz Henrique Mandetta, chefe da Saúde.

Em suas redes sociais, o chinês comentou o teor da conversa. “Coincidimos em reforçar a cooperação bilateral, especialmente entre os dois ministérios da Saúde, para compartilhar experiências do combate à Covid-19 em prol do enfrentamento conjunto”, disse, em seu Twitter, na tarde desta terça-feira (7).

‘Desprezível’ - Antes, o embaixador chegou manifestar nota de repúdio após ter acesso, na mesma rede social, a um conteúdo de teor racista publicado pelo ministro da Educação.

“Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo?”, escreveu o membro do gabinete do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em alusão à criação do cartunista Maurício de Sousa.

Junto à postagem, que ridiculariza o sotaque de asiáticos na tentativa de falar português, Weintraub postou a capa de um dos gibis da Turma da Mônica cujo história se passa na China. Criança, Cebolinha tem dislalia, que é o distúrbio de linguagem comum na infância, o que faz com que ele tenha dificuldade na articulação dos fonemas, trocando, ou até acrescentando-os.

Yang classificou as declarações como “absurdas” e “desprezíveis, com cunho fortemente racista e objetivos indizíveis e que causavam influências negativas no desenvolvimento saudável das relações bilaterais China-Brasil”.

Ele ainda acrescentou que aguardava uma declaração oficial do governo brasileiro sobre o que escreveu o ministro, que até o momento não aconteceu. Weintraub apagou a publicação horas depois.

Crise diplomática - No dia 18 de março, a situação de instabilidade foi provocada depois que Eduardo Bolsonaro comparou a pandemia do coronavírus ao acidente nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia, em 1986.

À época, as autoridades, submetidas a Moscou, ofuscaram o verdadeiro dano em detrimento da salvação do povo. “A culpa é da China [pela crise da Covid-19] e liberdade seria a solução”, afirmou o deputado.

Brasil e China chegaram a protagonizaram crise diplomática. No dia seguinte, o deputado federal pediu desculpas e disse que “jamais quis ofender o povo chinês”. O pedido foi negado pelo embaixador.

 

Fonte: Bahia.ba

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