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Participantes têm 48 horas para criar soluções inovadoras no Hackathon

Participantes têm 48 horas para criar soluções inovadoras no Hackathon

11/08/2017 às 12h01 Atualizada em 11/08/2017 às 15h01
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Aumentar a eficiência do serviço online de intermediação de mão de obra oferecido pelo SineBahia ou garimpar informações que impulsionem benefícios para mobilidade urbana em todo o estado. A missão de mais de 150 jovens inscritos no Hackathon Desafios Bahia, lançado na quinta-feira (10), no segundo dia da Campus Party, na Arena Fonte Nova, em Salvador, é contribuir para a melhoria desses e de outros serviços públicos.

Os participantes têm 48 horas para desenvolver soluções inovadoras que facilitem a mobilidade, o acesso ao trabalho ou a gestão sustentável da água, por meio de tecnologias digitais. “Sem dúvida, o Hackathon proporciona mais conhecimento para esses jovens. Eles são incentivados a darem o melhor de si. Contam com o suporte de mentoring e têm a oportunidade de explorar a criatividade”, destaca o chefe de gabinete da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), Rodrigo Hita.

Adriana Lacerda, estudante de Sistema de Informação, escolheu a área de mobilidade para produzir inovação e acredita na troca do conhecimento para vencer o desafio. “Ainda não estou entre os melhores em programação, mas vou contribuir bastante com minha capacidade empreendedora. Para as mulheres, é sempre difícil entrar na área por causa do preconceito, mas não devemos abaixar a cabeça. Vamos dar o nosso melhor”, afirma a universitária.

A maratona de programação deve ajudar na qualificação de políticas públicas executadas pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) e pelas secretarias de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), que lançaram simultaneamente os desafios.

Critérios

Os projetos vão ser julgados pelo interesse público, impacto social, viabilidade técnica e grau de inovação da ideia. Os três melhores de cada tema serão premiados com ingressos com camping para a edição nacional da Campus Party, que acontece em São Paulo, incluindo passagens aéreas.

Vencedor de um dos desafios do Hackathon nacional, realizado em São Paulo, em 2016, Diego Leite, estudante de Ciência da Computação, busca outro bom resultado na Arena Fonte Nova. O jovem, nascido em Feira de Santana, sabe das vantagens de participar da Campus para a vida profissional.

“Ter o projeto contemplado na Campus Nacional foi muito gratificante, mas o melhor foi a oportunidade que ela me trouxe. Na plateia tinha um diretor de uma empresa americana, que me contratou para trabalhar com ele. Hoje lidero a equipe de TI desta empresa aqui na Bahia”, afirma Diego.

A primeira edição do Hackathon Desafios Bahia foi realizada em junho deste ano, tendo como tema a campanha ‘Respeita as Minas’, resultado de articulação da Secti e da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), em conjunto com a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e a Ronda Maria da Penha. Na oportunidade, programadores trabalharam por 33 horas seguidas no desenvolvimento de tecnologias que contribuíssem para a redução da violência contra a mulher.

Campus Kids

Esta quinta-feira (10) marcou também o início da programação da Open Campus – a área gratuita promovida pelo Governo do Estado no evento. Entre os principais destaques do espaço, a Campus Kids atraiu a criançada para atividades lúdicas que aproximaram o público infantil da tecnologia. Autorama, futebol de robô e oficinas de drones e youtuber divertiram quem passou pelo local.

Aos sete anos, Pedro Henrique Ferreira foi o primeiro a ter experiência com realidade virtual no espaço. A interatividade reforçou o desejo do garoto de estudar ciências. “Quero ser cientista e criar vários robôs”, comenta.

Professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Alzira Ferreira é mãe de Pedro e ressalta os benefícios de levar o filho para a Campus Party. “Acredito que esse momento, em que as crianças querem saber como as coisas do mundo funcionam, é a chance de mostrar que elas mesmas podem fazer ciência e transformar as coisas. Acho que eles vão estudar mais em busca de respostas”.

Fotos: Elói Corrêa/GOVBA

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