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Empresas menores se juntam pelo fim do monopólio de gigantes da tecnologia

Empresas menores se juntam pelo fim do monopólio de gigantes da tecnologia

22/01/2020 às 09h47 Atualizada em 22/01/2020 às 12h47
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Startups afirmam que estão sendo intimidadas com práticas pouco competitivas de Amazon, Google e Apple.

Há duas semanas, a Sono, fabricante de sistemas de sons e alto-falantes domésticos, deu entrada em um processo por quebra de patente contra a Google. A gigante que controla o famoso buscador teria copiado a tecnologia que permite criar caixas de som compactas, como as encontradas em assistentes pessoais virtuais.

Junto da Sonos, outras pequenas marcas engrossaram o coro de insatisfação com as práticas pouco competitivas de outras gigantes, como Amazon e Apple, e por isso foram até o Congresso americano, na sexta-feira (17), pedindo por alguma revisão das regras que permitem que as big techs ganhem qualquer disputa de mercado com golpes como violação de patentes.

Uma das empresas é a americana Tile, que possui um serviço de localização de objetos, e que de repente se encontrou competindo com a Apple, após anos de uma parceria benéfica mútua com a criadora do iPhone. A Apple distribuía o app da Tile em sua loja de aplicativos e vendia seus produtos desde 2015. A empresa até exibiu a tecnologia da Tile em seu maior evento anual em 2018, e a startup chegou a enviar um engenheiro para a sede da Apple para desenvolver um recurso para a assistente digital Siri.

Mas, no início do ano seguinte, executivos da Tile leram notícias de que a Apple estava lançando um produto e um serviço semelhantes aos que a Tile vendia. Em junho, a Apple parou de vender os produtos da Tile em suas lojas e contratou um de seus engenheiros.

“Após cuidadosa consideração e meses de contatos com a Apple por meio dos canais regulares, a Tile tomou a decisão de continuar denunciando as práticas anticompetitivas da Apple”, afirmou o advogado Kirsten Daru.

Outra companhia que testemunhou na sexta-feira foi a Basecamp, que vende uma ferramenta de gestão de projetos online e levou preocupações sobre as práticas do Google acerca do mercado da publicidade e dos sites de busca. O Google representa mais de 40% do tráfego da Basecamp.

O Google permite que competidores comprem anúncios com a marca da Basecamp e então bloqueia consumidores de acessarem o site, segundo alegou o fundador da Basecamp, David Heinemeier Hansson, em entrevista para a Reuters. “O monopólio do Google sobre as buscas na internet precisa ser quebrado pelo bem de um mercado justo”, afirmou ele. A Basecamp agora precisa gastar mais de 70 mil dólares por ano em uma campanha de publicidade para defender sua marca no buscador.

O porta-voz do Google Jose Castaneda defendeu que no caso de termos com direitos protegidos, como nomes de empresas, a política da companhia equilibra o interesse dos usuários e dos anunciantes. O Google permite que competidores façam ofertas por termos com direitos registrados porque isso oferece aos usuários mais escolha quando estão buscando, mas se um detentor de direitos encaminhar uma queixa, o Google bloqueia competidores de usarem a marca no texto do anúncio, segundo Castaneda.

 

Fonte: Revista Veja

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