
O Papa Francisco chegou ao Japão neste sábado (23) para uma visita de três dias. O pontífice reuniu-se com membros da Igreja em Tóquio e também deve se encontrar com sobreviventes do desastre de Fukushima.
Em seguida, viaja para Nagasaki - onde, no domingo (24), deve enviar uma mensagem contra as armas nucleares. Depois, seguirá para Hiroshima. As duas cidades japonesas foram as únicas do mundo a serem atingidas por bombas atômicas, lançadas pelos Estados Unidos em 1945, na Segunda Guerra Mundial. Estima-se que cerca de 225 mil pessoas tenham morrido nos ataques.
O Papa planeja lançar um apelo a favor da eliminação total de armas químicas.
"Rezo com vocês para que o poder destrutivo das armas nucleares nunca mais seja liberado na história da humanidade. O uso de armas nucleares é imoral", disse o Papa em um vídeo dirigido aos japoneses e divulgado poucas horas antes de sua viagem.
Ele também vai se encontrar com sobreviventes do ataque em Nagasaki. "Desejo conhecer aqueles que ainda sofrem as feridas desse trágico episódio da história da humanidade", disse o Papa aos bispos japoneses logo após sua chegada.
A viagem de Francisco ao Japão é a segunda visita papel no país na história - o primeiro foi João Paulo II, em 1981.
Mensagens para a China e Hong Kong - A caminho do Japão, o avião papal sobrevoou o espaço aéreo da China, de Hong Kong e de Taiwan depois de sair da Tailândia. Durante o trajeto, ele enviou mensagens a líderes, como parte do protocolo diplomático habitual.
A mensagem para Carrie Lam, chefe-executiva de Hong Kong, invocava "bem-estar e paz". Francisco não mencionou os meses das manifestações pró-democracia na cidade.
A palavra ao presidente chinês, Xi Jinping, foi semelhante. Foi a primeira vez que Francisco sobrevoou o espaço aéreo chinês desde o acordo histórico, no ano passado, entre Pequim e o Vaticano sobre a nomeação de bispos.
Fonte: G1
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