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Boulos diz que STF foi essencial para democracia e cita necessidade de transparência institucional

Casos envolvem citações a Dias Toffoli e Alexandre de Moraes em apurações recente

23/02/2026 às 17h31
Por: Redação
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Brasília (DF) 21/01/2026 - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, participa do programa Bom Dia, Ministro Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc)
Brasília (DF) 21/01/2026 - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, participa do programa Bom Dia, Ministro Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc)

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), afirmou nesta segunda-feira (23) que o Supremo Tribunal Federal (STF) desempenhou papel fundamental na preservação da democracia brasileira diante de ameaças institucionais. Ele ressaltou, contudo, que a Corte, como qualquer outra instituição, não está isenta de críticas ou questionamentos.

A declaração foi concedida durante entrevista ao programa “Alô Alô Brasil”, da Rádio Nacional, em um contexto marcado por controvérsias envolvendo ministros do tribunal e o Banco Master.

Segundo Boulos, a atuação do STF foi determinante para impedir retrocessos institucionais. “O Supremo Tribunal Federal foi importante para o Brasil para preservar a democracia contra quem queria dar golpe de Estado”, afirmou. Ele ponderou, entretanto, que a relevância institucional da Corte não a coloca “acima do bem e do mal”.

Investigações e menções a ministros

O posicionamento do ministro ocorre em meio a investigações relacionadas ao Banco Master, que é alvo de apurações por suspeitas de irregularidades financeiras. Reportagens recentes apontaram possíveis conexões entre a instituição e integrantes do Supremo.

Um dos nomes citados é o do ministro Dias Toffoli. De acordo com informações divulgadas a partir de análises da Polícia Federal, mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do banco, mencionariam supostos pagamentos cifrados ao magistrado.

Também vieram a público dados sobre um fundo ligado ao Master que teria destinado mais de R$ 4 milhões a um resort anteriormente pertencente a familiares de Toffoli. À época dos fatos, o ministro atuava como relator de processos relacionados à instituição financeira no STF. Após a divulgação das mensagens, a relatoria foi redistribuída ao ministro André Mendonça.

Outros desdobramentos

Outro integrante do Supremo mencionado nas reportagens é Alexandre de Moraes. Em dezembro, o jornal O Globo noticiou a existência de um contrato no valor de R$ 129 milhões entre o Banco Master e a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes.

Ainda segundo a publicação, Moraes teria procurado o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, em pelo menos quatro ocasiões para tratar de assuntos relacionados à instituição financeira.

As investigações seguem em andamento, e os desdobramentos do caso continuam a repercutir no meio político e jurídico, ampliando o debate sobre transparência e responsabilidade institucional no país.

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