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Escândalo no futebol chinês: ACF aplica banimento vitalício a 73 envolvidos e penaliza 11 clubes da Superliga

Medidas fazem parte da ofensiva anticorrupção no país e incluem sanções esportivas e financeiras para equipes da elite em 2026

29/01/2026 às 07h43 Atualizada em 29/01/2026 às 07h58
Por: Redação Fonte: Brasil247
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Foto: Chat GPT
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A Associação Chinesa de Futebol (ACF) anunciou nesta quinta-feira uma das mais duras ações disciplinares já registradas no esporte do país: 73 pessoas foram banidas vitaliciamente por envolvimento em corrupção e manipulação de resultados. A lista inclui Li Tie, ex-treinador da seleção chinesa, além de dirigentes e agentes ligados ao futebol profissional.

A medida também alcançou clubes da elite. Segundo a entidade, 11 dos 16 times que disputaram a temporada 2025 da Superliga Chinesa sofrerão punições esportivas e financeiras, com perda de pontos e multas que já impactam a largada do campeonato de 2026, previsto para março.

Campanha anticorrupção amplia o cerco ao futebol profissional

O endurecimento das sanções ocorre no contexto de uma campanha anticorrupção intensificada na China nos últimos anos. O movimento, associado à agenda do governo do presidente Xi Jinping, ampliou investigações que expuseram fragilidades estruturais e questionamentos sobre a integridade das competições nacionais.

Em comunicado, a ACF informou que as punições decorrem de uma revisão ampla e sistemática e foram adotadas para reforçar a disciplina interna e proteger a lisura esportiva. A entidade, no entanto, não detalhou o período exato em que as irregularidades teriam ocorrido nem descreveu publicamente o mecanismo completo dos esquemas identificados.

Li Tie e ex-presidente da ACF aparecem entre os casos mais simbólicos

Um dos nomes de maior repercussão é Li Tie, que comandou a seleção chinesa entre 2019 e 2021 e teve carreira como jogador no Everton e no Sheffield United. Em 2024, ele foi condenado a 20 anos de prisão por suborno e, com a nova decisão, fica impedido de exercer qualquer função no futebol pelo resto da vida.

Outro caso de destaque citado no contexto das punições envolve Chen Xuyuan, ex-presidente da própria ACF, que cumpre prisão perpétua após condenação relacionada ao recebimento de propinas estimadas em cerca de US$ 11 milhões, em um episódio visto como símbolo da crise institucional enfrentada pela modalidade no país.

Superliga Chinesa terá largada de 2026 com punições na tabela

No âmbito dos clubes, as sanções atingem equipes tradicionais e com grande presença na elite. Tianjin Jinmen Tiger e Shanghai Shenhua (vice-campeão nacional) terão as penalidades mais pesadas: iniciarão a temporada de 2026 com menos 10 pontos e pagarão 1 milhão de yuans (aproximadamente US$ 144 mil) em multa.

Já o Shanghai Port, vencedor das três últimas edições da liga, sofrerá perda de cinco pontos e multa de 400 mil yuans (cerca de US$ 58 mil). A mesma punição foi aplicada ao Beijing Guoan, outro clube tradicional do futebol chinês.

Com a ofensiva, as autoridades esportivas buscam conter práticas ilegais, recuperar a confiança do público e restabelecer a credibilidade das competições nacionais, após anos de denúncias e investigações envolvendo a elite do futebol no país.

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