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“Já temos provas da participação de pessoas ligadas à Aspra que praticaram vandalismo”, afirma Maurício Barbosa

“Já temos provas da participação de pessoas ligadas à Aspra que praticaram vandalismo”, afirma Maurício Barbosa

16/10/2019 às 19h04 Atualizada em 16/10/2019 às 22h04
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Todas as sedes da Associação dos Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado (Aspra), na capital e no interior da Bahia, foram interditadas na manhã desta quarta-feira (16). A ação, comandada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) com apoio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), é resultado de uma decisão judicial que suspende por tempo indeterminado todas as atividades da entidade que lidera um movimento na Polícia Militar. Uma coletiva de imprensa realizada na sede do MPBA, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), na manhã desta quarta-feira (16) esclareceu a operação

Além da interdição dos prédios, foram cumpridos mandados de busca e apreensão de documentos, computadores e dinheiro. Também foi determinado o bloqueio das contas da entidade; e 17 militares e nove civis foram conduzidos à Corregedoria da PM e para o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRACO).

“Desde a tentativa de decretação do movimento de greve, nós acompanhamos e emitimos relatórios diários para o MPBA. Isso serve também para investigações e ações no âmbito da Justiça Militar que vem apurando crimes militares e pessoas que fazem incitação a motim. Já temos sim provas da participação de pessoas ligadas à Aspra que praticaram vandalismo”, declarou o secretário da SSP, Maurício Barbosa.

Além da apuração sobre o desvio de função da entidade, há outras investigações em curso. Em uma delas, a Polícia Civil busca provas sobre o desvio de recursos da Aspra para contas bancárias de membros da administração da associação.

“Como dissemos no final da semana passada, o MPBA está agindo de forma integrada com a SSP, Poder Judiciário e, diante dos últimos acontecimentos, estamos promovendo ações articuladas, entrando com pedidos judiciais, todos eles deferidos. O fruto disso foi o cumprimento de diversos mandados de busca e apreensões, onde nós também conseguimos a decisão de interdição de todas as sedes da associação. Todas as ações visam inibir o desvio de finalidade da associação”, explicou o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional da Segurança Pública e Defesa Social (Ceosp), Geder Gomes.

A partir desta quarta (16), qualquer atividade ligada a Aspra será considerada ilegal. Também participaram da coletiva de imprensa o promotor de Justiça e secretário geral do MPBA, Paulo Gomes, além do delegado-geral da Polícia Civil, Bernardino Brito.

 

Fonte: Secom - Governo da Bahia

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