É a maior expansão desde 2010, época em que se notou avanço de 16,4% na quantidade de pessoas que se endividaram nesta linha de crédito. Segundo as informações obtidas pelo jornal, a queda de juros ao consumidor, a baixa inflação e o emprego em lenta recuperação explicam o aumento na procura por empréstimos.
O matutino informa também que a concessão de crédito para a renegociação de dívidas de pessoas físicas foi a que mais cresceu neste período, registrando aumento de 32,9%. Logo em seguida aparece o crédito consignado e o cartão de crédito, ambos com 32,5%.
Segundo o levantamento, hoje há 63 milhões de brasileiros com dívidas em atraso. “Procura por crédito tem maior crescimento em 9 anos”, destaca o título principal do Estadão.
Em sua reportagem principal, O Globo mostra que atual crise econômica fez com que mais empresas deixassem de recolher impostos enquanto a dívida ativa da União registrou crescimento de 84%, entre 2013 e agosto deste ano, atingindo R$ 2,4 trilhões.
Segundo o jornal carioca, 4,6 milhões de empresas (entre as cerca de 6,9 milhões existentes no Brasil) estão inseridas na “lista suja”. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional considera como irrecuperáveis 45% do montante devido.
Além de muitas dessas empresas terem decretado falência sem condições de arcar com suas dívidas com o estado, há também casos de companhias que se utilizam de formas fraudulentas para se livrar dos pagamentos, como a troca de CNPJ e ocultação de patrimônio.
Diante desse cenário, o Executivo enviou um Projeto de Lei ao Congresso que propõe regras mais rigorosas para os chamados “devedores contumazes”, que são aqueles que já somam mais de R$ 15 milhões em aberto e apresentam indícios de fraudes. “Cresce dívida de empresas com o governo”, revela a manchete do Globo.
