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Supremo busca validar mensagens vazadas da Lava Jato com a PGR

Supremo busca validar mensagens vazadas da Lava Jato com a PGR

04/10/2019 às 10h48 Atualizada em 04/10/2019 às 13h48
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Gilmar Mendes irá acionar a PGR para verificar a autenticidade das mensagens da ‘Vaza Jato’, o que poderia comprometer sentenças.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá acionar a procuradoria-geral da República (PGR) para investigar a fundo a veracidade das mensagens vazadas da Lava Jato, reveladas pelo The Intercept Brasil desde junho. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o ministro Gilmar Mendes será o responsável por acionar a PGR para a análise do conteúdo obtido.

O impulso inicial para a movimentação foi a sessão do Supremo na última quarta-feira 02, quando o STF estava julgando o habeas corpus do ex-gerente da Petrobras, Márcio de Almeida Ferreira, o que pode colocar diversos processos da Lava Jato de volta à fase de alegações. A fala de Gilmar Mendes foi enfática na crítica aos membros da força-tarefa e à Sergio Moro, atual ministro da Justiça e ex-juiz responsável pela operação em Curitiba.

Na sessão, o subprocurador-geral Alcides Martins – que substituiu o recém-empossado Augusto Aras na ocasião -, afirmou ao ministro Mendes que ele deveria encaminhar os elementos comprovatórios de irregularidades dos membros da Lava Jato à procuradoria-geral da República. “O que referiu é de extrema gravidade”, falou Martins.

Outros membros da corte estariam apoiando Gilmar Mendes nos bastidores. As mensagens da “Vaza Jato”, como ficou conhecido o vazamento, apontaram que Deltan Dallagnol e outros procuradores quiseram investigar ilegalmente membros da Corte por sentirem ameaças à Operação por parte dos ministros.

Pela lei, os envolvimentos dos procuradores e de Moro ferem o direito à imparcialidade do juiz. No âmbito das investigações, o conteúdo das mensagens obtidas com os hackers presos pela Operação Spoofing está sob custódia do ministro Alexandre de Moraes e de Luiz Fux.

O movimento dos dois ministros veio após o pedido de Moro para que as mensagens fossem “destruídas” por terem sido obtidas de maneira ilegal pelo The Intercept Brasil, que não revelou a fonte anônima lhes repassou os diálogos.

 

Fonte: Revista Carta Capital

 

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