
O chefe de urologia do Hospital São Rafael e habilitado em Cirurgia Robótica, Dr. Frederico Mascarenhas, foi o primeiro a realizar na Bahia esse tipo de cirurgia para retirada do câncer de bexiga.
A Cistectomia radical robótica com neobexiga intracorpórea é uma cirurgia complexa otimizada com a tecnologia que consiste no manuseio do robô controlado pelo cirurgião.
A máquina possui três braços e uma câmera 3D que permite ao médico visualizar todo o interior da área da cirurgia. Os braços são do robô, mas o movimento só acontece com o auxílio do cirurgião e com o apoio de uma equipe devidamente treinada. “O robô parado, sem o manuseio de um cirurgião, não executa nenhuma tarefa; por outro lado, se alguém destreinado entrar no console e realizar movimentos intempestivos, pode provocar lesões muito mais graves do que lesões que fossem causadas pela mão humana”, alerta Dr. Frederico.
Ele destaca ainda que se trata de uma mudança de paradigma. "Acredito que o uso do robô para esse tipo de cirurgia vai trazer melhores resultados, menores complicações e mortalidades e o prognóstico do doente vai ser melhor, completa.
Kléber Hohenfeld foi o primeiro paciente a fazer a cirurgia robótica de retirada completa da bexiga na Bahia. Ele ficou 13 dias no hospital durante o pós-operatório. Hoje tem uma bexiga completamente reconstituída com o tecido do próprio intestino. “No início eu fiquei com receio por conta da cirurgia ser realizada com o auxílio de uma máquina, mas, por trás dessa máquina, tinha o meu médico que é um grande cirurgião. Foi ele quem me deu a força maior para eu aceitar fazer a cirurgia robótica”, conta o paciente.
Ele relembra a cirurgia e destaca que, se fosse uma cirurgia convencional, seria necessário a abertura de toda extensão do seu abdomen. No caso da cirurgia robótica são apenas de 4 a 5 pontos e o robô faz a incisão correta, milimétrica, no que ele quer tirar. "Se o paciente puder fazer, se for uma cirurgia de grande porte, a cirurgia robótica é bem melhor”. afirma o paciente.
A descoberta do câncer aconteceu em maio deste ano. Depois das sessões de quimioterapia, Cleber marcou o procedimento cirúrgico. ”A sensação é de renascimento. Para mim, eu nasci de novo através dessa cirurgia".
Ass. Comunicação Dr. Frederico Mascarenhas
Maria del Carmen González - jornalista
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