A taxa básica de juros da economia brasileira, Selic, foi elevada em um ponto percentual (pp) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) ainda em março e chegou a 14,25%. O órgão do BC também sinalizou uma previsão de aumento menos significativo para maio, conforme divulgado pelo portal de notícias especializado em economia e investimentos InfoMoney.
O InfoMoney também assinalou que a alta prevista para maio levaria a taxa ao menos a 14,50% e que, de acordo com o relatório semanal de mercado do BC Focus mais recente, a expectativa é de altas de 0,5 pp em maio e de 0,25 pp em junho, o que elevariam os juros a 15,00%.
André Oliveira, sócio da Consórcio Fast, explica como a alta da taxa Selic afeta o crédito tradicional e o financiamento de bens e serviços no Brasil. “Existem muitos fatores que podem guinar a oferta de créditos em geral. A taxa Selic tem papel direto e quando elevada, o crédito fica mais caro, basicamente levam as pessoas e empresas a investirem menos em seus projetos atuais e principalmente os futuros”.
Segundo Oliveira, é nesse cenário de juros elevados que o consórcio pode se tornar uma alternativa mais vantajosa para consumidores e investidores. “Com a taxa Selic elevada, consequentemente o crédito fica mais caro e muitas vezes inviável. Uma das opções é o consórcio. Quando feito de maneira planejada, ele pode se tornar atraente, pois não existem juros e sim taxa de administração, que pode variar bastante de acordo com cada administrador e prazo”.
Cenário econômico aumenta demanda por cotas e facilita venda
A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) destacou a funcionalidade do consórcio como autofinanciamento e alternativa de investimento, que possibilita a ascensão do poder aquisitivo do consorciado, e mostrou que o crescimento do setor em 2024, com alta de 7,8% no volume de venda de cotas, esteve dentro do previsto, entre 6% e 8%, no final do ano anterior.
De acordo com a organização, em novembro de 2024, o total de consorciados ativos subiu 9,1%, em relação ao mesmo mês do ano anterior, e alcançou 11,22 milhões de participantes ativos. O montante acumulado em negociações feitas entre janeiro e novembro de 2024 atingiu R$ 354,13 bilhões, 20,6% acima do valor de 2023.
O sócio da Consórcio Fast revela que a empresa tem observado um aumento na procura por cotas de consórcio devido à alta da Selic. “O aumento significativo da procura por cotas novas, em andamento e contempladas, tem relação direta com o custo de crédito mais alto e o cenário acaba por impactar positivamente na facilidade de venda das cotas de consórcio. Com a demanda mais alta, as administradoras podem abrir mais grupos ou alocar novos consorciados em grupos com vagas, gerando grupos mais saudáveis”.
Oliveira esclarece que a conjuntura de alta demanda nas contratações de cotas de consórcio leva muitos consorciados a alterarem o planejamento e não utilizarem as cotas. Uma forma de reaver parte do valor pago no consórcio é a venda da cota.
Conforme alerta o especialista, alguns fatores devem ser observados por quem deseja entrar em um consórcio nesse momento do mercado. “As melhores estratégias incluem avaliar primeiramente qual o objetivo da compra do consórcio, se o investimento ou a retirada do bem e em que prazo”.
Para Oliveira, a definição é fundamental, pois se a necessidade na retirada do bem for breve, deve-se observar qual o valor do lance a ser ofertado para contemplar a cota, já que no sorteio a possibilidade é remota. “Também é importante considerar qual a administradora contratar e a taxa de administração cobrada”, reforça.
Para 2025, a ABAC prevê um crescimento de 8,0% so Sistema de Consórcios, considerando aumentos de 20,0% para os imóveis, 10,0% para veículos pesados, 6,0% para os veículos leves, 2,0% para as motocicletas, 23,0% para os eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis e 10,0% para os serviços.
Para mais informações, basta acessar: consorciofast.com.br/
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