
Nesta semana, o dublê de Capitão Nascimento que governa o Rio de Janeiro, Wilson Witzel, celebrou o fato de que a Polícia Militar foi filmada matando um sequestrador - cumprindo, em praça pública, uma promessa de estatização da morte feita durante a campanha.
Mas há um detalhe extremamente importante na política de extermínio promovida por Witzel. É que nenhuma das 881 mortes causadas pela polícia do Rio durante o primeiro semestre ocorreu em regiões controladas por milícias.
O levantamento feito pelo repórter Sérgio Ramalho, que cruzou os dados da Secretaria de Segurança Pública com informações dos serviços de inteligência das polícias Militar e Civil, e do Disque-Denúncia. O caso que mais chama a atenção é o da Área Integradas de Segurança Pública 18, que corresponde à região de Jacarepaguá, onde estão comunidades como as da Muzema e de Rio das Pedras (Alô, Queiroz!).
Lá só foram registradas mortes em favelas notoriamente controladas pelo tráfico, como é o caso da Cidade de Deus - onde, inclusive, um helicóptero da Polícia Civil lançou granadas (sim, granadas) sobre a população nesta semana.
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