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Cigarro não combina com cirurgia plástica

Cigarro não combina com cirurgia plástica

20/08/2019 às 11h26 Atualizada em 20/08/2019 às 14h26
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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29 de AGOSTO: DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO!

Muitos fumantes se frustram ao saberem que terão que esperar um período para fazer a cirurgia plástica que lhe dará mais beleza ou saúde. Como o cigarro não combina com cirurgia nenhuma, inclusive a plástica, a recomendação médica é que eles suspendam o fumo pelo menos um mês antes da cirurgia. Para o dia 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo, a cirurgiã plástica Dra. Amalia Spector preparou algumas recomendações para os fumantes que querem recuperar a saúde e a autoestima.

As toxinas do cigarro, que são muitas, podem acarretar graves riscos para o paciente e os fumantes podem sofrer algumas complicações durante o processo, explica Dra. Amalia Spector. “Desde a anestesia até o final da cicatrização. Na maioria dos casos a cirurgia plástica não é de urgência, mas para melhorar a autoestima e saúde do paciente. Então ele tem que fazer isso no melhor momento dele, para ter o melhor resultado possível. Tem que parar de fumar por um tempo, melhorar a alimentação, sair do sedentarismo, visando uma cirurgia e recuperação com maior qualidade no resultado”.

A produção excessiva de muco causada pelo cigarro pode atrapalhar a oxigenação durante a anestesia. Já a tosse frequente na recuperação da cirurgia pode causar sangramento e grandes hematomas. Em alguns casos, isso pode exigir uma nova cirurgia para retirar o sangue que ficou acumulado.

A nicotina produz a vasoconstricção, ou o fechamento dos pequenos vasos sanguíneos, o que causa a redução da circulação nos tecidos. Sem o sangue na quantidade que precisa, o tecido pode morrer (necrose). Isso causa muitos problemas na cicatrização e pode deixar cicatrizes grandes. Esse risco é maior nas cirurgias com grande descolamento de pele, como a abdominoplastia, procedimento em que se remove o excesso de gordura e de pele e, na maioria dos casos, restaura os músculos enfraquecidos ou separados, criando um perfil abdominal mais suave e tonificado.

Outra complicação que pode ocorrer é a trombose, formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias grandes das pernas e das coxas. Esse coágulo bloqueia o fluxo de sangue e causa inchaço e dor na região. “Por isso o cigarro deve ser suspenso 30 dias antes da cirurgia. E o ideal é que ele continue suspenso nos 30 dias depois, para garantir uma recuperação melhor ao paciente”, ressalta a cirurgiã plástica.

Mini-currículo - Dra. Amalia Spector tem Residência Médica em Cirurgia Geral (Hospital do Servidor Público do Estado /Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE, São Paulo-SP); Residência Médica em Cirurgia Plástica pelo mesmo Hospital; Título de especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica; e é Pós-graduada em Laser, Cosmiatria e Procedimentos minimamente invasivos (Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo-SP).

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Dra. Amalia Spector

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