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Aprender idiomas molda mentes ágeis para multitarefas

A habilidade dos bilíngues em lidar com dois idiomas simultaneamente, fortalece a capacidade de manter o foco, realizando multitarefas de maneira m...

29/01/2025 às 23h36
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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O dicionário Priberam da língua portuguesa define multitarefa como alguém capaz de realizar várias tarefas (ex.: profissional multitarefa) ou na informática trata-se de um sistema com capacidade de executar duas ou mais aplicações, ou tarefas simultaneamente. Em resumo, uma pessoa multitarefa é alguém com capacidade de alternar entre duas ou mais tarefas simultaneamente com eficácia.

O artigo AI and Language Processing: Understanding the Cognitive Effects of Bilingualism on Self-Identity de Ketty Anderson, explorou o uso de ferramentas de inteligência artificial para demonstrar como o aprendizado de idiomas traz benefícios para o desenvolvimento cognitivo, a identidade cultural e a autopercepção. A pesquisa demonstrou que o domínio de dois idiomas pode resultar em alterações nas estruturas cerebrais, particularmente no hipocampo, sendo responsável pela memória e aprendizagem com maior ativação em indivíduos bilíngues.

A pesquisa também identificou que a habilidade dos bilíngues em lidar com dois idiomas simultaneamente, fortalece a capacidade de manter o foco, realizando multitarefas de maneira mais eficiente. Essa prática, além de melhorar o controle mental, também fortalece a memória, permitindo que bilíngues realizem tarefas complexas melhor do que aqueles que falam apenas um idioma.

O artigo The Influence of Bilingualism on Cognitive Processing: A Psycholinguistic Approach de Bella Sonia Sianturi e Bernieke Anggita Ristia Damanik, examina como dominar dois ou mais idiomas impacta o funcionamento mental. Basicamente, o estudo analisou como o bilinguismo pode melhorar habilidades mentais essenciais, como atenção, memória e resolução de problemas, fortalecendo funções executivas. Isso inclui a flexibilidade mental, a capacidade de ignorar distrações e a habilidade de mudar de foco entre diferentes tarefas.

O estudo ressaltou que a prática regular de alternância entre idiomas não apenas aprimora as habilidades de linguagem, como também melhora outras capacidades cognitivas, como resolver problemas e se adaptar a novas situações. Além disso, falar mais de um idioma ajuda o cérebro a se manter flexível e a continuar aprendendo ao longo do tempo, o que pode retardar o envelhecimento mental.

Bilinguismo: impactos cognitivos e filosóficos na estrutura cerebral

O artigo Historical, Philosophical and Psychological Dimensions of Bilingualism: Cognitive and Neurological Perspectives de Alvina Chee Ying Hee e Brice Tseen Fu Lee, investiga como o bilinguismo influencia o cérebro e as capacidades mentais. O estudo destacou que falar mais de um idioma pode melhorar a flexibilidade cognitiva e o controle executivo, que são habilidades cruciais para lidar com tarefas complexas e alternar entre diferentes atividades.

O artigo também analisou que a habilidade de mudar entre idiomas não só melhora a função cerebral, como também desafia antigas teorias filosóficas, como a ideia de que mente e corpo são separados. Em suma, as descobertas da neurociência sobre o bilinguismo estão moldando debates éticos e filosóficos, especialmente no que diz respeito a melhorar capacidades mentais e a conexão entre mente e cérebro.

Bilinguismo: o poder cognitivo para a eficiência em multitarefas

A professora Larissa Brum, doutora em cognição e linguagem pela UENF e franqueada do Yázigi em Campos dos Goytacazes-RJ, destaca que “a pessoa bilíngue tende a ter uma memória mais eficiente e desempenho cognitivo superior devido à exposição a maior quantidade de vocabulário favorecendo a leitura, a retenção e a recuperação de informações. Essas habilidades proporcionam uma consciência metalinguística, pois amplia a capacidade de entender a linguagem como um sistema que pode ser manipulado, o que facilita o aprendizado de outras línguas”.

O economista e professor Diercio Ferreira, franqueado da escola de idiomas Yázigi Pampulha em Belo Horizonte-MG relata que “estudos científicos comprovaram que aprender idiomas contribui para a flexibilidade cognitiva e que essa flexibilidade é essencial em ambientes de trabalho dinâmicos e pode ajudar a retardar o declínio mental associado ao envelhecimento. Em resumo, ser bilíngue não apenas enriquece a comunicação, como também oferece vantagens cognitivas que tornam as pessoas mais eficientes em multitarefas e em enfrentar desafios complexos”.

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