
Anna explicou que o principal diferencial do seu trabalho é a possibilidade de mudar a estética das suas clientes sem agredir o cabelo natural. Para isso, além de empregar a técnica de trança em 3D, ela desenvolveu um produto específico para cabelo crespo, do qual já possui a patente. Segundo ela, o curso do Qualifica Bahia marcou uma transição importante na carreira. “O curso me desbloqueou para que eu pudesse fazer da minha atividade um negócio. Eu atendia a domicílio e não achava que era tão importante o que eu fazia. Foi no curso que consegui perceber a profissionalização do meu trabalho. Depois do curso eu abri o meu primeiro salão. Enquanto mulher negra, ter tido essa oportunidade me faz ter a obrigação de atuar para empoderar outras mulheres negras. Eu quero ser essa pessoa que pode empoderar outras vidas”, destacou.
Com o objetivo de oferecer oportunidades para mulheres negras e comunidade afrodescendente, foi elaborado e realizado, pela Setre, o Edital de Apoio aos Empreendimentos Solidários de Matriz Africana, que contemplou a iniciativa da empreendedora e doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Sueli Conceição, fundadora da loja Botica Rhol, instalada no Pelourinho.
No local são comercializados produtos oriundos de 17 terreiros de candomblé da capital e Região Metropolitana de Salvador (RMS). Quem for ao espaço encontrará acessórios, roupas, sabonetes produzidos a partir do azeite de dendê, banhos de folha, entre outros produtos que integram uma linha própria de cosméticos naturais. Sueli garante que o edital foi fundamental para escoamento da produção dos terreiros.
Política pública - De acordo com a Setre, o Edital de Matriz Africana foi lançado em 2014, com duração de dois anos, prorrogável por mais 24 meses. Nesse período, foram investidos R$ 9 milhões e 54 projetos foram contemplados. Já o Qualifica Bahia oferece atividades anualmente, e um novo ciclo de cursos profissionalizantes está em fase de realização. Somente 2019, 3.320 pessoas serão beneficiadas pelo programa em 93 municípios baianos.
Tanto o Salão Cacho de Fibras quanto a Botica Rhol têm em comum a gestão exercida por mulheres negras, que, segundo o secretário da Setre, Davidson Magalhães, é resultado de uma estratégia de política pública. “Esses empreendimentos são muito eficientes e dá as mulheres a possibilidade de construírem a sua própria alternativa econômica, além de ajudar no fortalecimento da família, porque o seu empoderamento financeiro e econômico reflete nos laços familiares.
Fonte: Secom - Secretaria de Comunicação Social - Governo da Bahia
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