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‘Cinco do Central Park’ acusam Trump de atiçar ira pública após lançamento de ‘Olhos que condenam’

‘Cinco do Central Park’ acusam Trump de atiçar ira pública após lançamento de ‘Olhos que condenam’

15/06/2019 às 13h43 Atualizada em 15/06/2019 às 16h43
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Presidente, então magnata do ramo imobiliário, publicou anúncios nos jornais pedindo pena de morte dos jovens, condenados injustamente.

Os cinco americanos injustamente condenados pelo estupro de uma mulher em Nova York,  em 1989, acusaram o presidente Donald Trump de ter colocado “um prêmio por suas cabeças”. No caso conhecido como “Os Cinco do Central Park”, um grupo de adolescentes — quatro negros e um hispânico com entre 14 e 16 anos — foi falsamente acusado de estuprar e deixar quase morta uma jovem branca que corria no conhecido parque de Nova York.

O caso dominou as manchetes dos jornais há 30 anos, expondo a discriminação racial na cidade americana e voltou aos holofotes com a estreia de “Olhos que condenam” , na Netflix.

O hoje presidente, então um magnata do ramo imobiliário, atiçou a indignação pública ao publicar anúncios de página inteira nos jornais pedindo a pena de morte para os suspeitos.

— Quando Donald Trump publicou os anúncios de página inteira nos jornais da cidade de Nova York pedindo nossa execução ele colocou um prêmio por nossas cabeças — disse Yusef Salaam, lembrando que nomes, números de telefone e endereços dos suspeitos também foram publicados pelos jornais. — Podem imaginar o horror que isto foi... Era como se estivesse querendo que alguém dos becos mais escuros da sociedade entrasse em nossas casas, nos arrastasse e nos pendurasse nas árvores do Central Park.

Apesar das grandes falhas na acusação e de o DNA não bater com o dos acusados, os cinco acabaram condenados e cumpriram penas de seis a treze anos de prisão. Em 2002, um estuprador em série admitiu finalmente ser o autor do ataque contra a executiva de investimentos Trisha Meili, então com 28 anos.

— Éramos apenas meninos. O sistema nos atropelou — disse Salaam nesta sexta-feira, durante evento da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), em Los Angeles, em homenagem aos cinco.

Em 2014, após uma longa batalha legal, eles receberam uma indenização de US$ 41 milhões pelo tempo que passaram presos.

— Éramos meninos quando fomos enviados à prisão e éramos homens quando saímos. Tivemos que lutar para rasgar o rótulo que a imprensa nos colocou — lembrou Salaam.

 

Fonte: O Globo

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