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Novo golpe 'sequestra' contas do WhatsApp com ajuda do próprio usuário

Novo golpe 'sequestra' contas do WhatsApp com ajuda do próprio usuário

07/06/2019 às 19h26 Atualizada em 07/06/2019 às 22h26
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Imagine um cibercriminoso ter acesso à sua conta de WhatsApp. Saber que alguém tem acesso a todos os seus contatos, conteúdos salvos e conversas já seria horrível suficiente. Mas imagine que tudo isso ocorreu com uma ajudinha sua.

O alerta sobre um novo tipo de golpe contra usuários do aplicativo de bate-papo foi feito pelo laboratório de pesquisa ESET América Latina, empresa presente em 180 países e com escritório em cidades como São Paulo. Especializado em detectar ameaças no ambiente virtual, o grupo descobriu que o sequestro das contas de WhatsApp é feito por meio de um ataque conhecido como QRLjacking.

A ação se aproveita de técnicas de engenharia social para atacar não apenas o WhatsApp, como outros aplicativos que usam um código QR para registro e uso em um computador. No caso do WhatsApp, o QR é gerado quando o usuário acessa o aplicativo no desktop, por meio do endereço oficial (https://web.whatsapp.com). Quando esse código é escaneado, o usuário pode acessar sua conta no computador - o que pode facilitar a vida incrivelmente, dependendo do propósito e/ou do volume de conteúdo a ser tratado. É o famoso WhatsApp Web.

É exatamente por meio dessa função que os hackers atacam, informa a ESET: eles convencem as vítimas a escanear um código QR enganoso, que, em vez de apresentar uma página oficial do WhatsApp, exibe uma página falsa que tenta sequestrar a sessão de WhatsApp dos usuários. O laboratório de pesquisa lembra que o código QR é uma imagem que, uma vez interpretada, pode conter uma URL ou qualquer outra informação capaz de ser compreendida pelo dispositivo. O WhatsApp usa esse código para conceder o acesso dos usuários ao sistema de mensagens sem qualquer outro tipo de validação adicional. Sabendo dessa particularidade, os cibercriminosos foram meticulosos: desenvolveram ferramentas capazes de capturar e armazenar a imagem do código QR gerada pelo WhatsApp e criam um novo código, do mesmo tipo, para mostrar à vítima.

Feita a invasão, a sessão do usuário é armazenada no computador do hacker e ele pode usá-la da maneira como quiser. Detalhe: o "sequestro" da conta ocorre sem que o uso do aplicativo no celular da vítima seja necessariamente interrompido.

A ESET adverte que todos os aplicativos que usam o código QR podem sofrer ataques semelhantes. Daniel Barbosa, especialista em segurança da informação da ESET América Latina, aponta que uma alternativa possível seria aumentar o nível de controle para o código QR ser usado com maior segurança. "Há também a necessidade de conscientização por parte dos fabricantes para que os dados dos usuários sejam cada vez mais protegidos e os aplicativos tenham mais recursos voltados para a segurança de todos", definiu.

 

Fonte: Uol Notícias

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