
O programa criado na década de 90 contempla um total de dez estados no Nordeste e Minas Gerais, e está na segunda fase de implantação no território baiano. Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, o programa tem contrapartida do Governo da Bahia e conta com investimento total de R$ 62 milhões no estado, além de beneficiar 200 mil baianos, quando sua implantação estiver totalmente concluída.
Durante os dois dias de evento, o seminário tem a participação de 300 participantes, entre líderes do setor de Dessalinização na América Latina, com representantes de empresas que atendem o mercado de equipamentos e tecnologias no cenário mundial.
O secretário estadual do Meio Ambiente participou da abertura do seminário e destacou o uso da tecnologia no estado baiano. “A Bahia está na segunda etapa de implantação do Programa Água Doce e, até agora, já disponibilizamos 200 dessalinizadores para a população do semiárido, distribuídos em 57 municípios. É um projeto que consideramos estratégico na Secretaria, pela importância do que representa o acesso à água. Para além disso, a Bahia receber este evento marca a posição de referência do nosso estado, na questão de utilização da técnica de dessalinização”, afirmou.
Um sistema de dessalinização que utiliza tecnologia israelense está montado no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). O equipamento é uma amostra da técnica e será visitado pelos participantes do seminário. No local, o equipamento capta água do mar, que passa pelo processo de dessalinização, com retirada dos sais, e pode ser consumida pelo ser humano. O sistema é bastante similar ao que já está implantado no semiárido da Bahia e tem capacidade para dessalinizar até 500 litros de água por dia. O equipamento também já é utilizado em ilhas como Fernando de Noronha e ao retirar os sais da água, o líquido se torna potável e próprio para o consumo humano.
Fonte: Secom - Secretaria de Comunicação Social - Governo da Bahia
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