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Após queda da Selic, ministro volta a falar em reduzir juros do consignado do INSS

Em janeiro, o teto do consignado baixou de 1,80% ao mês para 1,76%. O juro do consignado via cartão de crédito de 2,67% ao mês para 2,61%

02/02/2024 às 09h10
Por: Redação Fonte: O Globo
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Ministro da Previdência Social, Carlos Lupi — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo
Ministro da Previdência Social, Carlos Lupi — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

O ministro da Previdência, Carlos Lupi, afirmou que insistirá com o plano de reduzir o teto de juros do consignado para aposentados do INSS e idosos e deficientes da baixa renda que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Lupi pretende apresentar uma proposta ao Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) no fim deste mês.

Em janeiro, o teto do consignado baixou de 1,80% ao mês para 1,76%. O juro do consignado via cartão de crédito de 2,67% ao mês para 2,61%.

A estratégia do ministro é repassar para a modalidade de crédito a queda na taxa básica de juros da economia. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a Selic para 11,25% e sinalizou mais duas reduções nas próximas reuniões.

— Vamos seguir nossa coerência — disse o ministro.

 

Ele afirmou que pederá estudos ao grupo de trabalho para estipular em quanto deve ficar o novo teto, depois da nova queda da Selic. Na quarta-feira, o Banco Central cortou os juros básicos da economia para 11,25% ao ano.

Com maioria no CNPS, Lupi tem conseguido facilmente reduzir o teto do consigando, apesar da posição contrária dos bancos, que tem representantes no colegiado. A queda de braço entre o ministro e as instituições começou no ano passado, antes mesmo de o BC iniciar a trajetória de queda da Selic.

 

 

Em março de 2023, Lupi aprovou no CNPS corte no teto dos juros do consignado no INSS de 2,14% ao mês 1,70%. Mas teve que recuar para 1,97%, diante do fechamento da linha pelos bancos.

Depois disso, a taxa do consignado caiu para 1,91% em agosto e 1,84% ao mês em outubro. Em dezembro baixou para 1,80% ao mês e em janeiro, 176%.

 

O setor financeiro não concorda com a estratégia do ministro, alegando aumento dos custos de captação, apesar da trajetória de queda na Selic. Uma das consequências é a queda na oferta da modalidade pelas instituições financeiras.

Os bancos propõem como referência para o consignado a taxa DI (Depósito Interbancário), considerando o prazo médio de dois anos. Essa é uma metodologia usada para investimentos em renda fixa.

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