
A Tarde - Diz o jornalista Geraldo Vilalva, lá da Califórnia, EUA, que as notícias que lhe chegam do Brasil são ‘terríveis’. E nos pergunta como estamos vendo a ascensão de Bolsonaro e quais são as expectativas sobre ele.
Por etapas. Primeiro, as notícias chegam lá terríveis porque são terríveis mesmo. Nós temos um país que adoeceu a cultura da honestidade. E descambou para uma sociedade tão doente que o bem maior, a vida, todos os dias é literalmente assassinada, com estatísticas de homicídios que ganham de muitas guerras.
Nosso Trump
Já Bolsonaro é o nosso Trump. Partilhamos a tese de que o povo brasileiro não votou na direita, votou no anti-PT. Ou melhor, contra os escândalos em escalas bilionárias que a Lava Jato revelou.
Conhecemos um monte de eleitores de Bolsonaro que nada têm de homofóbicos, tiranos e direitistas. A indignação da maioria falou mais alto.
No que vai dar Bolsonaro? Pelo menos um segmento baiano, o de empresários de alto coturno, se diz esperançoso. A fala do presidente eleito dizendo-se indignado com o fato de a Fiol estar em construção há sete anos e emperrada muito os animou. E também a disposição do novo governo de reservar R$ 180 bilhões para investimentos em infraestrutura, algo de que o Brasil é carente, mas cujas incursões sempre foram atropeladas pela roubalheira.
Neto e aliados em ebulição
O possível destino que alguns aliados de ACM Neto dizem pretender tomar em 2020 não bateu bem no Palácio Thomé de Souza.
Em entrevistas recentes à Veja Online, Lúcio Vieira Lima (MDB), João Gualberto (PSDB) e Bispo Marinho (PRB) disseram que as siglas pretendem lançar candidaturas a prefeito de Salvador em 2020. A pretensão de Neto é fazer o vice dele, Bruno Reis. Fontes do Thomé dizem que ‘a resposta virá no DO’.
Guerra santa na Princesa
A prefeitura de Feira recuperou, no bairro de Baraúnas, a Rua São Roque, mas esqueceu um detalhe: lá também tem a Rua Oxóssi, que há muito vem reclamando por melhorias.
Claro que os moradores da Oxóssi espernearam. O problema pipocou ontem com Dilton Coutinho, no programa Acorda Cidade, da Rádio Sociedade de Feira. O prefeito Colbert Martins (MDB) só tem uma saída: mandar a oferenda de Oxóssi.
O que os chineses querem do jumento é o colágeno
Otávio Pimentel, o piloto da ZPE de Ilhéus e que por conta disso tem ido com frequência à China, nos faz uma correção sobre a matéria publicada ontem a respeito do extermínio dos jumentos, como tem sido feito na Bahia.
Diz ele que o foco principal não é o couro nem a carne, aqui proibida, mas lá consumida. O foco é o colágeno, uma proteína bastante usada na indústria farmacêutica da qual os jumentos são portadores em larga escala.
Ressalva Otávio que a forma como se trata a questão aqui é mesmo uma estupidez:
– Aqui com um salário mínimo se compram dois jumentos. Os bichos estão entregues à própria sorte. Poderia se fazer a criação como se faz de boi, de cabra, jacarés e afins.
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