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‘Inflação do verão’: picolé a R$ 30 e água de coco a R$ 15. Consumidores reclamam de preços altos nas praias

Na média, houve alívio. Índice da FGV que reúne itens em alta nesta época do ano, avançou 1,31% em dezembro de 2023, ante 19,82% no mesmo período no ano anterior

13/01/2024 às 13h21
Por: Redação Fonte: O Globo
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Água de coco na praia — Foto: Beatriz Orle/Agência O Globo
Água de coco na praia — Foto: Beatriz Orle/Agência O Globo

Quem mora em zonas litorâneas sabe que fim de ano é sinônimo de praias lotadas para aproveitar o verão, mas os consumidores têm se assustado com picolés sendo vendidos a R$ 30 e água de coco a R$ 15 na areia. Apesar dos preços altos, eles subiram menos na estação. Levantamento feito pela FGV com dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) a pedido do GLOBO mostrou que a “inflação do verão”, que reúne itens como sorvetes, cervejas, passagens aéreas, hotéis, excursões e protetor solar, foi 1,31% em dezembro de 2023 no acumulado do ano, ante 19,82% de 2022.

— Os preços continuam altos. Eles subiram menos do que nos anos anteriores, mas nada ficou mais barato, só teve um aumento menor. Então, como o efeito é cumulativo, ninguém percebe um preço mais barato — explica o economista André Braz, coordenador dos Índices de Preços do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia).

Segundo ele, o alívio na “inflação de verão” foi puxado pelos alimentos, que ficaram mais baratos no ano passado.

Biscoito Globo mais ‘salgado’?

 

— Vim passar as férias no Prado, uma cidadezinha no sul da Bahia. É a primeira vez que venho, mas estou com a família do meu cunhado que vem há anos e eles dizem que os preços estão mais altos. Uma casquinha de siri, por exemplo, que é bem famosa por aqui, custava R$ 10 cada. Agora, está R$ 15 — conta a estudante carioca Stefany Martins, de 23 anos. — O passeio de buggy está R$ 300, o dobro do preço do ano passado nessa época. No quiosque da praia, uma porção de pastéis que era R$ 35 agora está R$ 50.

Enquanto, na Bahia, o acarajé dificilmente sai por menos de R$ 15, no Rio de Janeiro e em São Paulo, o cenário não é diferente. A aposentada Carla Thuler, de 57 anos, que está passando as férias com a família nas praias de Ubatuba, no interior de São Paulo, também se assustou com os preços:

— O coco está R$ 13 e para alugar guarda-sol e cadeiras está R$ 300. Estamos achando a alimentação bem cara. Vimos picolé a R$ 30 e uma porção de petiscos na praia não sai por menos de R$ 100 — ela conta. Na capital paulista, os preços também não dão trégua, e uma água de coco no Parque Ibirapuera, um dos principais pontos turísticos da cidade, pode chegar a custar R$ 15.

Coco — Foto: Beatriz Orle/Agência O Globo
Coco — Foto: Beatriz Orle/Agência O Globo

Já na famosa praia de Copacabana, os cocos que custavam em torno de R$ 5 em 2020, hoje dificilmente são encontrados por menos de R$ 10. O preço do Biscoito Globo não está tão salgado, variando entre R$ 5 e R$ 6, mas o mate que, antes da pandemia, era vendido por cerca de R$ 5, atualmente oscila entre R$ 8 e R$ 10.

Venda de biscoito Globo na praia de Copacabana — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo
Venda de biscoito Globo na praia de Copacabana — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo

O casal de goianos, Marielly Stefany, de 23 anos, e Hiago Caires, de 20, ambos da cidade de Nova Glória, surpreendeu-se com os preços elevados logo em seu primeiro dia na cidade maravilhosa:

— O valor das bebidas é bem alto. Uma cerveja de 600 ml onde a gente mora não é nem R$ 10, aqui é R$ 19 — diz Hiago. — Fora que as passagens foram caras, pagamos em agosto por volta de R$ 3 mil ao todo para nós dois virmos de avião.

*Estagiária sob supervisão de Luciana Rodrigues

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