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Militares fazem 'vaquinha' para ajudar Mauro Cid, delator de Bolsonaro, a pagar R$ 600 mil em dívidas

União Nacional dos Militares da Reserva e Reformados das Forças Armadas e Auxiliares do Brasil diz que o militar precisa de "ajuda humanitária" e "já vendeu quase tudo que possuía"

03/01/2024 às 07h55
Por: Redação Fonte: Brasil247
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Mauro Cid (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
Mauro Cid (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Militares da reserva se mobilizaram em uma campanha de arrecadação de fundos para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). A iniciativa da “vaquinha”, segundo a coluna do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, foi organizada pela União Nacional dos Militares da Reserva e Reformados das Forças Armadas e Auxiliares do Brasil e visa auxiliar Cid a quitar dívidas que somariam cerca de R$ 600 mil. 

Segundo a reportagem, um trecho da mensagem que circula nas redes sociais destaca que “o coronel Cid está precisando de nossa ajuda humanitária, já vendeu quase tudo que possuía” e pede a “misericórdia” dos “irmãos de farda”. O texto também afirma que a dívida de R$ 600 mil de Cid inclui despesas com advogados e medicamentos e cita o “martírio” do militar que “sempre honrou a farda”.

O tenente-coronel Mauro Cid foi detido de maio a setembro do ano passado, sob suspeita de manipular dados sobre vacinas contra a Covid-19. Sua prisão foi revogada após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) homologar a delação premiada do militar. Atualmente, Cid cumpre prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica e permanece afastado de suas funções no Exército, embora mantenha seu salário de R$ 27 mil mensais.

A Polícia Federal está investigando os supostos crimes relatados na delação de Cid, que implicam Jair Bolsonaro em um plano de golpe de estado com o apoio de integrantes da Cúpula das Forças Armadas, além de fraudes em cartões de vacinação contra a Covid-19. 

O militar também implicou Bolsonaro e auxiliares próximos no chamado “gabinete do ódio”, utilizado pelo governo do ex-mandatário para atacar e disseminar contra adversários e críticos do ex-mandatário.

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