Sexta, 03 de Abril de 2026
21°C 29°C
Alagoinhas, BA
Publicidade

Dólar tem maior queda anual desde 2016, com balança e juros no radar

Moeda americana caiu 8% ante o real no acumulado de 2023

29/12/2023 às 15h03
Por: Redação Fonte: Exame
Compartilhe:
Dólar: moeda americana cai 8% ante o real no acumulado do ano (Gary Cameron/Reuters)
Dólar: moeda americana cai 8% ante o real no acumulado do ano (Gary Cameron/Reuters)

Em linha com o mercado internacional, o dólar teve nesta quinta-feira, 28, última sessão de 2023, mais um dia de alta frente ao real, fechando aos R$ 4,8534, valorização de 0,43%. A semana termina assim acumulando desvalorização de 0,17%, o que leva a queda da moeda americana no ano para 8,08%. Foi o melhor ano para o real desde 2016, quando o tombo do dólar foi de 17,88%.

 
 

Nesta quinta-feira, o comportamento do câmbio teve a influência, até o início da tarde, da disputa técnica pela formação da última taxa Ptax de 2023: R$ 4,8413, o que corresponde a uma queda de 1,91% em dezembro e de 7,21% no ano.

Passada esta pressão, o cenário externo acabou prevalecendo. No mercado internacional, após dias perdendo valor por causa da expectativa de que os juros nos Estados Unidos aproximam-se do início de um ciclo de baixa, o dólar passou por um ajuste. O impulso veio da alta dos Treasuries, com os títulos de dois e dez anos renovando máximas.

 
 

Dessa forma, o real devolveu parte dos ganhos dos últimos dias, chegando a bater nos R$ 4,8710 na máxima do pregão.

 
 

Sofreram mais as moedas de mercados exportadores de commodities. Os investidores reagiram a mais uma sessão de queda do petróleo, cuja desvalorização foi superior a 3% no contrato do WTI para fevereiro. Na China, queda também, de 1,33%, na cotação do minério de ferro, um dos três principais produtos exportados pelo Brasil.

O que explica a queda do dólar

 
 

Aliás, a robusta balança comercial brasileira foi um dos motivos a ancorar a cotação do real em 2023. Até a primeira quinzena de dezembro, o saldo positivo no ano era de US$ 94,179 bilhões, com apoio da supersafra agrícola.

 
 

"O aumento maciço do excedente comercial transformará o Brasil, no médio prazo, numa anomalia latino-americana: um país com excedente em conta-corrente. O Brasil um dia será a Suíça da América Latina", escreveu o economista-chefe do Instituto Internacional de Finanças (IIF), Robin Brooks, em publicação no X, antigo Twitter.

 
 

Outro fator apontado por economistas é a atratividade da renda fixa local, a despeito do processo de redução de juros pelo Banco Central. Hoje, o IBGE informou que o IPCA-15 acelerou a 0,40% em dezembro, ante consenso de 0,25%. O dado inibiu apostas, no mercado de juros, de maior intensidade da queda da Selic.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Alagoinhas, BA
22°
Parcialmente nublado

Mín. 21° Máx. 29°

23° Sensação
0.77km/h Vento
95% Umidade
100% (5.07mm) Chance de chuva
05h37 Nascer do sol
17h35 Pôr do sol
Sáb 32° 21°
Dom 31° 21°
Seg 30° 21°
Ter 32° 21°
Qua 28° 21°
Atualizado às 01h01
Economia
Dólar
R$ 5,16 +0,00%
Euro
R$ 5,95 +0,02%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 364,384,46 -0,23%
Ibovespa
188,052,02 pts 0.05%
Lenium - Criar site de notícias