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Lula e Zelenski "quebram o gelo" em encontro em Nova York

Após meses de tensão em torno da guerra na Ucrânia e as relações brasileiras com a Rússia, chefes de Estado têm encontro construtivo a portas fechadas, no âmbito da Assembleia Geral da ONU.

21/09/2023 às 07h53 Atualizada em 21/09/2023 às 08h11
Por: Redação Fonte: DW
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Foto: Richard Drew/AP/picture alliance
Foto: Richard Drew/AP/picture alliance

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Ucrânia, Volodimir Zelenski, tiveram seu primeiro encontro presencial nesta quarta-feira (20/09), em Nova York. A comitiva ucraniana chegou cinco minutos após o horário marcado, 16h00 (17h00 em Brasília), ludibriando a imprensa internacional presente ao entrar por uma porta lateral do hotel em que Lula está hospedado.

A reunião a portas fechadas, logo após um encontro entre Lula e seu homólogo americano, Joe Biden, transcorreu no âmbito da Assembleia Geral das Nações Unidas. Do lado brasileiro, estavam também presentes o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o assessor especial e ex-chanceler Celso Amorim, e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta.

Minutos após a bilateral, Lula postou no X (ex-Twitter): "Hoje me reuni em Nova York com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Tivemos uma boa conversa sobre a importância dos caminhos para construção da paz e de mantermos sempre o diálogo aberto entre nossos países."

O ministro do Exterior ucraniano, Dmytro Kuleba, falou de uma "quebra de gelo" entre os dois países: "Não que houvesse gelo nas nossas relações, mas o encontro foi muito caloroso."

Ênfase na paz

Na prática, as relações Ucrânia-Brasil estavam consideravelmente tensas desde que, no primeiro semestre, Lula atribuíra a Kiev e Moscou o mesmo grau de responsabilidade na guerra russa na Ucrânia, entre outros comentários desconcertantes. Neste meio tempo, sua posição parece ter se abrandado.

Em seu discurso desta terça-feira na Assembleia Geral da ONU, apesar de só mencionar o conflito brevemente e evitar julgamentos sobre suas causas, o chefe de Estado brasileiro enfatizou a necessidade de aprimorar os mecanismos internacionais contra as agressões militares.

"A guerra da Ucrânia escancara nossa incapacidade coletiva de fazer prevalecer os propósitos e princípios da Carta da ONU. Não subestimamos as dificuldades para alcançar a paz. Mas nenhuma solução será duradoura se não for baseada no diálogo. Tenho reiterado que é preciso trabalhar para criar espaço para negociações.”

Ainda assim, antes da reunião bilateral desta quarta-feira em Nova York Lula enfatizou que ela se realizava a pedido do governo ucraniano e que falaria com seu homólogo "sobre os problemas que ele quer conversar comigo", segundo o site G1. Quanto a suas expectativas para o encontro, disse que ele seria entre "dois presidentes de países, cada um com seus problemas, cada um com suas visões".

Após a conversa, porém, Zelenski mostrou-se satisfeito, postando no X: "Em seguida a nossa conversa honesta e construtiva, nós instruímos nossas equipes diplomáticas para trabalharem nos próximos passos de nossas relações bilaterais e esforços de paz. O representante brasileiro vai continuar a tomar parte nas reuniões da Fórmula para a Paz."

av (ots)

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