
A permissão do saque foi uma medida do governo federal para reaquecer a economia do país. Com mais dinheiro no bolso, a lógica era de um aumento no consumo. Em entrevista ao jornal O Globo, em abril deste ano, o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, afirmou que, com o saque do PIS/Pasesp, a economia poderia ganhar até 15 bilhões de reais, e sem afetar os cofres públicos.O Ministério do Trabalho estima que mais de 2,2 milhões de pessoas ainda não sacaram o abono.
O benefício referente ao ano de 2017 começou a ser pago em julho de 2017, e registrou um número considerável de saques na última semana: segundo a Caixa Econômica Federal, entre os dias 18 e 22 deste mês, 613.814 cotistas sacaram 792,4 milhões de reais.
Embora os números sejam expressivos, o Ministério do Trabalho estima que mais de 2,2 milhões de pessoas ainda não sacaram o abono. Os 9% de “atrasados” representam 1,6 bilhão de reais.
A região Sudeste do país é a que menos sacou o abono. Estima-se que mais de 1 milhão de pessoas não sacaram o recurso, especialmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A segunda região com maior número de pessoas com valores a receber é o Nordeste.
Mas o maior problema, para o governo, é que os saques não deram conta de impulsionar a economia em virtude de novas e más notícias. Não é à toa que relatórios e previsões sobre o PIB só tem mostrado quedas. Ontem, relatórios do Banco Central do Brasil e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostraram queda na projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,6% para 1,6% (o Ipea previa 3%, e diminuiu para 1,7%).
É possível consultar o saldo a receber no site da Caixa. Servidores públicos devem resgatar o dinheiro do Pasep nas agências do Banco do Brasil.
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