Quarta, 08 de Julho de 2026
17°C 30°C
Alagoinhas, BA
Publicidade

O Brasil irá perseverar em suas propostas para a paz na Ucrânia e recusa alinhar-se com os Estados Unidos

O Brasil irá perseverar em suas propostas para a paz na Ucrânia e recusa alinhar-se com os Estados Unidos

18/04/2023 às 09h04 Atualizada em 18/04/2023 às 12h04
Por: Redação
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Brasil continua convicto de que é necessário focar no fim da guerra da Ucrânia

A recepção brasileira ao chanceler russo, Sergey Lavrov, e uma série de comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a guerra da Ucrânia após a viagem à China levaram o Brasil a ser acusado de assumir um lado no conflito, com o governo norte-americano dizendo que o país está repetindo propaganda russa e chinesa.

No governo brasileiro, no entanto, as críticas são devolvidas. A visão da diplomacia brasileira é de que existe uma pressão para que o país se alinhe totalmente com as posições norte-americanas e da União Europeia, disse à Reuters uma fonte diplomática.

Os Estados Unidos e a União Europeia reagiram às declarações recentes do presidente Lula sobre a responsabilidade dessas potências internacionais com a guerra na Ucrânia. A reação mais dura veio dos Estados Unidos. John Kirby, conselheiro de Segurança da Casa Branca, afirmou que o Brasil "estava repetindo como papagaio a propaganda russa e chinesa", e que os comentários feitos por Lula foram "simplesmente mal orientados."

Perguntado sobre a fala de Kirby, o chanceler Mauro Vieira rechaçou a fala no norte-americano. "De forma alguma concordo. Não sei como nem porquê ele chegou a essa conclusão, mas não concordo de forma alguma", disse o chanceler ao sair do encontro entre Lavrov e Lula, no Palácio da Alvorada. Vieira ressaltou que não tinha visto a fala: "Desconheço as razões pelas quais ele disse isso".

A menção à China pela Casa Branca acontece depois que Lula disse que "ninguém" impediria o Brasil de se aproximar de Pequim, num contexto de tensão entre as potências.

A visão oficial brasileira é que existe uma exigência de "alinhamento absoluto" por parte dos Estados Unidos, o que não irá acontecer.

De acordo com fontes do Itamaraty, a posição brasileira incomoda, porque o Brasil está no meio do debate e não está nem de um lado nem de outro. Tem uma voz própria que não obedece", disse a fonte, segundo a Reuters.

O Brasil continua insistindo na necessidade da negociação, colocando foco no fim do conflito.

Seja como for, na visão brasileira a avaliação é de que os ruídos são normais e são dirimidos na diplomacia. E, mesmo com a reação, o Brasil vai continuar batendo na tecla da necessidade de discutir a paz.

Fonte: Brasil247

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Alagoinhas, BA
25°
Tempo limpo

Mín. 17° Máx. 30°

25° Sensação
3.27km/h Vento
65% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
05h55 Nascer do sol
17h21 Pôr do sol
Qui 30° 17°
Sex 29° 17°
Sáb 30° 17°
Dom 30° 18°
Seg 30° 18°
Atualizado às 17h01
Economia
Dólar
R$ 5,15 -0,35%
Euro
R$ 5,89 -0,01%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 339,509,10 -1,95%
Ibovespa
170,841,10 pts -0.64%
Lenium - Criar site de notícias