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Fraudes envolvendo transferências via Pix estão preocupando organizações, que temem perder doadores

Fraudes envolvendo transferências via Pix estão preocupando organizações, que temem perder doadores

22/03/2023 às 07h57 Atualizada em 22/03/2023 às 10h57
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Especialista em cibercrimes e direito digital dá dicas e orientações para evitar golpes

Com a divulgação de casos de golpes envolvendo o modo de transferência monetária instantânea Pix, registradas pelo Banco Central, algumas entidades filantrópicas tornaram público o temor de que haja diminuição de doações recebidas para os projetos sociais através do canal.

Uma das mais preocupadas é a Santa Casa da Misericórdia, que tomou a iniciativa de divulgar informações e recomendações para garantir segurança ao doador. “A primeira é observar que o PIX jamais será direcionado para uma pessoa física. Nós temos apenas uma chave que é nosso email. Depois, confira se o CNPJ da empresa, em nome da administração central da instituição aparece na tela”, disse Amanda Oliveira, coordenadora das arrecadações para a Casa Solange Fraga para crianças com câncer.

Já a gerente de captação de recursos da Santa Casa, Soraia Palmeira afirma que a modalidade é o meio por onde chega a maioria das doações. A entidade possui uma central de doações que recebe várias ligações durante o dia para confirmar as informações. “Acho que conquistamos a credibilidade no Pix. Isso até demorou porque era algo novo que as pessoas tinham receio. Temos medo que essa insegurança volte e complique a central de doações".

A Liga Baiana contra o Câncer, do Hospital Aristides Maltez, diz que as  duas principais campanhas não são por Pix.

A Sociedade Solidária é por cadastro pela internet com débito mensal e o Carnê Solidário, que o doador pega no hospital e pode pagar o valor que desejar. O pagamento pelo Pix é apenas pelo CNPJ.

Dicas

O coordenador do laboratório de inteligência cibernética da Polícia Civil, Delmar Araújo Bittencourt, especialista em cibercrimes e direito digital, conta que os golpes mais comuns são por perfis falsos de WhatsApp que passam a pedir dinheiro para doações ou em nome de familiares e amigos. Eles falsificam centrais de atendimento e perfis, solicitando informações sigilosas ou enviando links maliciosos, além de criar QR Codes ou chaves PIX. “As campanhas de doação devem ser em canais oficiais. E que tenha uma pessoa com boa reputação que após a ação preste conta do que foi arrecadado”, pontua Delmar.

O especialista orienta conferir o remetente dos e-mails, mensagens de aplicativo, redes sociais e telefone, sem clicar em links.

“Cadastre suas chaves Pix apenas nos canais de confiança. Nunca compartilhe senhas ou o código de verificação. Quando receber ligações telefônicas ou mensagens por Whatsapp, não faça nenhum tipo de cadastro no pix. Confirme por ligação ou pessoalmente pedidos de amigos ou familiares. E, para finalizar, monitore o seu CPF com frequência para garantir que não foi vítima de qualquer fraude do PIX”, finaliza.

*Sob a supervisão da editora Meire Oliveira

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