
A China criticou nesta segunda-feira (27) os Estados Unidos por sancionar empresas chinesas por suposto envolvimento com a Rússia, dizendo que as sanções ilegais e unilaterais, se não forem revogadas, seriam respondidas com contramedidas da China.
A porta-voz da chancelaria chinesa, Mao Ning, disse em uma coletiva de imprensa que as ações dos EUA carecem de base no direito internacional e no mandato do Conselho de Segurança da ONU, informou a agência de notícias Xinhua.
"São sanções unilaterais típicas e 'jurisdição de braço longo' ilegal e prejudiciais aos interesses chineses. Lamentamos e rejeitamos esta medida e fizemos sérias diligências para o lado dos EUA", disse Mao.
Ela também disse que na questão da Ucrânia, a posição da China tem sido objetiva e justa.
"Temos promovido ativamente negociações de paz e buscado uma solução política. Os Estados Unidos, no entanto, têm alimentado a chama e alimentado a luta com mais armamento", disse ela.
Até o momento, os EUA forneceram à Ucrânia mais de US$ 32 bilhões em ajuda militar, incluindo grandes quantidades de armamento avançado. Há poucos dias, anunciou mais uma parcela de ajuda militar para a Ucrânia no valor de US$ 2 bilhões, segundo o porta-voz.
Mao disse que os Estados Unidos têm despejado armas em um lado do conflito, prolongando assim a luta e tornando a paz indescritível, ao mesmo tempo em que espalha a desinformação de que a China forneceria armas à Rússia e sanciona empresas chinesas sob esse pretexto.
"Isso é hegemonismo total, duplo padrão e hipocrisia absoluta", disse Mao.
"Na marca de um ano da escalada total da crise na Ucrânia, a China emitiu seu documento de posição sobre a solução política da crise, enquanto os EUA impuseram sanções a empresas chinesas e outras estrangeiras. Quem está promovendo a paz e a desescalada, e quem está alimentando a tensão e tornando o mundo mais instável? A resposta é bastante óbvia", disse o porta-voz.
Ela pediu aos Estados Unidos que reflitam sobre seu comportamento, tenham em mente o que é bom para o mundo e façam algo que realmente ajude a desescalar a situação e a iniciar as negociações de paz.
Por sua vez, Hua Chunying, também porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, destacou em sua conta no Twitter que algumas autoridades dos EUA ameaçaram repetidamente a China com "consequências reais" se o país socialista asiático fornecer "ajuda letal" à Rússia. "Bem, são os EUA que têm fornecido armas letais para o campo de batalha. Também têm fornecido armas a Taiwan", disse nesta segunda-feira.
Fonte: Brasil247
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