
Na última segunda-feira (14/05), recebi a informação de que circulava nas redes sociais um projeto enviado à Câmara que tratava da privatização do SAAE. Consegui cópia do projeto, li e não vi menção específica à instituição mas, como mencionava autarquia, entrei em contato com Maria das Graças (Gal), diretora do órgão, que me disse desconhecer qualquer manifestação do governo nesse sentido. Em seguida falei com o secretário de comunicação que considerou um enorme absurdo se imaginar que, após investir tanto no SAAE, o prefeito cogitaria em privatização. Para encerrar, conversei com o vereador Luciano Almeida que confirmou a entrada do projeto na casa legislativa mas que ainda não tinha sido analisado por ele, o que faria no dia seguinte. Após a análise, juntamente com o líder do governo e outro vereador da base aliada, dirigiu-se à Secretaria de Governo, onde ficou decidido que o projeto seria retirado da Câmara por conta de erros e inconsistências, embora fosse confirmado que não há nenhuma proposta de privatização do SAAE.
Naturalmente isso não impediu que servidores da autarquia lotassem o plenário, estimulando manifestações enfáticas por parte dos vereadores da base e da oposição.
O que me deixou perplexa foi que um projeto desse seja encaminhado com tantos erros, copiado e colado de similar do governo municipal de Salvador, sem que tenha sido apresentado antes aos edis da base aliada. É pedir para ser massacrado.
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