O corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Benedito Gonçalves, proibiu que Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, use em sua propaganda eleitoral e nas redes sociais oficiais de campanha imagens relativas ao pronunciamento feito na 77ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).
Na decisão, o ministro afirma que "a utilização das imagens na propaganda eleitoral seria tendente a ferir a isonomia, pois faria com que a atuação do Chefe de Estado, em ocasião inacessível a qualquer dos demais competidores, fosse explorada para projetar a imagem do candidato".
Em discurso na ONU feito nesta terça-feira (20), em tom de campanha, Bolsonaro criticou o candidato do PT a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, sem citar seu nome.
Para o corregedor do TSE, ao adentrar a propaganda, "o material, que reproduz motes reiteradamente repisados" por Bolsonaro na condição de candidato, "é passível de incutir no eleitorado a falsa percepção de que assiste a uma demonstração de apoio internacional à candidatura, quando, na verdade" ele "está representando o Brasil no exercício de prerrogativa reconhecida ao país desde o ano de 1949".
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