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Novo teste de sangue e urina pode detectar autismo precocemente em crianças

Novo teste de sangue e urina pode detectar autismo precocemente em crianças

16/04/2018 às 10h24 Atualizada em 16/04/2018 às 13h24
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Cientistas podem ter encontrado uma ligação entre autismo e proteínas no sangue, de acordo com um novo estudo da Universidade de Warwick, no Reino Unido. Publicada no periódico Molecular Autism, a pesquisa tem como principal expectativa ajudar as crianças a receberem tratamento e acompanhamento adequado com antecedência.

Isso porque a ampla gama de sintomas e distúrbios do espectro autista (ASD, na sigla em inglês) é, muitas vezes, difícil de ser identificada em estágio inicial.

A equipe, liderada pela docente de Biologia Experimental Naila Rabbani, criou um teste para identificar proteínas danificadas no organismo – por meio de exames de urina e sangue. “A descoberta pode levar a um diagnóstico precoce e intervenções”, informou a cientista em comunicado oficial.

Para os testes, foram retiradas amostras de sangue e urina de 38 crianças diagnosticadas com autismo, juntamente com um grupo de controle de 31 sem a condição. Todas entre 5 a 12 anos de idade. A equipe britânica trabalhou em conjunto com pesquisadores da Universidade de Bolonha, na Itália, local onde as análises foram feitas.

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Após exames, os especialistas descobriram que as crianças com ASD apresentaram níveis mais elevados de uma substância chamada “ditrosina de oxidação (DT)” e certos compostos modificados com açúcar, denominados “produtos finais de glicação avançada (AGEs)”. A taxa de acerto para detectar o autismo foi de 90%.

Apesar dos bons resultados, os pesquisadores observaram uma necessidade de realizar mais testes com outros grupos de crianças.

Com isso, seria possível confirmar o alto índice de diagnóstico, além de avaliar se o teste poderia identificar o ASD em estágios ainda mais precoces.

“Com mais pesquisas, será possível revelar perfis específicos de urina ou compostos com modificações danosas. Isso pode ajudar a melhorar o diagnóstico de autismo e apontar novas causas dele”, declarou a docente Naila Rabbani.

Os transtornos do espectro autista afetam principalmente a interação e a comunicação social.

Os sintomas incluem distúrbios de fala, comportamento repetitivo e/ou compulsivo, além de hiperatividade, ansiedade e dificuldade na adaptação a novos ambientes e rotinas.

fonte: A Tarde

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