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"A ousadia dele foi um novo teste", afirma jurista sobre ataques de Bolsonaro às urnas

"A ousadia dele foi um novo teste", afirma jurista sobre ataques de Bolsonaro às urnas

20/07/2022 às 08h22 Atualizada em 20/07/2022 às 11h22
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Para o professor Lênio Streck, a fala do presidente aos embaixadores com notícias falsas sobre o TSE fragiliza o país

O professor e jurista Lênio Streck avalia que o novo ataque do presidente Jair Bolsonaro(PL) às urnas eletrônicas e ao Tribunal Superior Eleitoral(TSE) atingiu um novo patamar de gravidade e fragiliza a imagem do Brasil diante da comunidade internacional. Ele repudiou as declarações do presidente e disse que, apesar de haver previsões legais para responsabilizá-lo pelas declarações, falta força política das instituições, com Congresso e Procuradoria-Geral da República, para avançar com o processo.

Lênio se referia à fala do presidente Bolsonaro, nesta segunda-feira (18), durante um encontro com embaixadores, no Palácio do Planalto. Jair Bolsonaro disparou informações falsas sobre o TSE e questionou as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro. Ainda na noite da segunda-feira, o TSE rebateu as críticas de Bolsonaro e divulgou 20 respostas contestando as desinformações repetidas pelo presidente.

O jurista Lênio Streck é o convidado da Entrevista Central, do programa Central do Brasil desta terça-feira(19). Ele avalia o nível de constrangimento gerado pelo presidente diante da comunidade internacional com o encontro, além de mensurar o grau de exposição negativa a qual o país foi submetido.

"Bolsonaro expôs o TSE, órgão que cuida da eleição. Isso é grave. O novo ataque de Bolsonaro às urnas de ontem foi mais um teste, e a sociedade, a mídia, comunidade jurídica e movimentos sociais têm que saber responder".

O professor de Direito Constitucional Lenio Streck / ©reprodução Conjur

E mais

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Previdência, já foram resgatadas 500 pessoas em situação de escravidão contemporânea só no primeiro semestre de 2022. Diante deste dado, o Trilhos do Brasil traz o cenário do trabalho análogo à escravidão no Brasil e o perfil dos resgatados.

Há, aproximadamente, dez dias os trabalhadores da Companhia de Saneamento do Pará estão em greve. Pedro Blois, presidente do Sindicato dos Urbanitários do Pará, participa do Embarque Imediato e traz as principais reivindicações da categoria .

Edição: Afonso Bezerra

Fonte: Brasil de Fato

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