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Taxa de juros tem a décima alta seguida, e Copom aponta cenário de incerteza e riscos

Taxa de juros tem a décima alta seguida, e Copom aponta cenário de incerteza e riscos

05/05/2022 às 07h49 Atualizada em 05/05/2022 às 10h49
Por: Redação
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Taxa básica chega a 12,75% ao ano, no nível mais alto desde janeiro de 2017, mas não breca a inflação

Conforme esperado pelo “mercado” e já sinalizado pela própria autoridade monetária, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou nesta quarta-feira (12) em um ponto percentual a taxa básica de juros, a Selic, agora em 12,75% ao ano. Foi a décima alta seguida. A decisão, novamente, foi unânime, mas foi anunciada mais tarde do que o habitual, às 19h12.

Segundo comunicado divulgado logo após o encerramento dos dois dias de reunião, o Comitê avalia que o “ambiente externo seguiu se deteriorando”, com pressões inflacionárias em consequência da pandemia se intensificando com nova onda de covid-19 na China e a guerra na Ucrânia. O que aumenta a incerteza, “particularmente nos países emergentes”.

No Brasil, diz o Copom, “a inflação ao consumidor seguiu surpreendendo negativamente”, com permanência de riscos no cenário. Assim, indicou que continuará elevando os juros.

Em busca da “desinflação”

“O Copom considera que, diante de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo de aperto monetário continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista. O Comitê enfatiza que irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, afirma o comunicado.

e agosto de 2020 a janeiro do ano passado, a Selic foi mantida em 2%. Desde então, houve uma sequência de altas que agora levam a taxa básica ao seu maior nível desde janeiro de 2017. Mas isso não conseguiu conter a inflação, que segue em trajetória de elevação, já superando os dois dígitos. O IPCA atingiu 1,62% em março, maior índice para o mês desde 1994. E soma 11,30% em 12 meses.

A Força Sindical divulgou nota repudiando a decisão, que considera um “equívoco econômico” e desastrosa. Segundo o presidente da central, Miguel Torres, o aumento da Selic “é muito pouco eficaz no combate a inflação, encarece o crédito para consumo e investimentos, causa mais desemprego, queda de renda e prejudica os menos favorecidos economicamente”.

Também hoje, o Federal Reserve, o BC dos Estados Unidos, aumentou a taxa de juros para um intervalo entre 0,75% e 1%. A alta foi de meio ponto percentual, a maior desde maio de 2000.

Fonte: Brasil de Fato

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