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Câmara rejeita pedido de urgência para “PL das Fake News”, com apoio do governo Bolsonaro

Câmara rejeita pedido de urgência para “PL das Fake News”, com apoio do governo Bolsonaro

07/04/2022 às 07h43 Atualizada em 07/04/2022 às 10h43
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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O plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, na noite desta quarta-feira (6), o pedido de tramitação de urgência para o chamado “PL das Fake News”, o Projeto de Lei 2630/2020. A disputa foi apertada e terminou em 249 votos favoráveis, 207 contrários e uma abstenção. Como o regimento exige 257 apoios para esse tipo de proposta, o requerimento acabou rejeitado.

Com isso, a avaliação do conteúdo da proposta pelos parlamentares não pode ser feita na próxima semana, segundo havia sido sinalizado pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Agora, a proposta volta ao Senado e será feito um novo cronograma.

O apoio a um ritmo mais veloz de tramitação para o texto se estendeu para além da oposição, grupo que se tornou o principal vocalizador do tema e defensor das políticas de combate às fake news. PT, União, PSD, Republicanos, MDB, PSDB, PSB, PDT, Psol, Avante, PCdoB, Rede e PV orientaram suas bancadas a chancelarem o pedido de urgência.

Já o partido do presidente Jair Bolsonaro, PL, bem como Novo, Cidadania e PTB pediram votos contrários ao requerimento, que foi apresentado pelo deputado Jovair Arantes (PTB-GO).

Em linhas gerais, o PL 2630 cria formas de se combater a pulverização de conteúdos falsos nas redes sociais e nos serviços de mensagens privadas, como Telegram e WhatsApp. O texto define uma série de medidas a serem adotadas por esse tipo de empresa, como a exigência de manter uma representação jurídica no Brasil.

O projeto também fixa, por exemplo, obrigações de transparência a serem cumpridas pelas plataformas quando estas tiram do ar ou moderam conteúdos dos internautas.

Por conta da avalanche de fake news que tem tomado o país nos últimos anos, especialmente nas eleições de 2018, a oposição e alguns parlamentares de outras legendas entoaram a defesa da tramitação de urgência para o PL.

“É hora deste parlamento evitar a tragédia que houve nas redes sociais nas eleições passadas. E só vale a pena discutir agora porque depois das eleições pode ser tarde. A internet é um espaço de liberdade, mas não pode ser jamais um espaço sem leis”, defendeu, por exemplo, a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que terminou vencida.

Edição: Rodrigo Durão Coelho

Fonte: Brasil de Fato

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