Sexta, 01 de Maio de 2026
20°C 29°C
Alagoinhas, BA
Publicidade

Passagens aéreas sobem até 40% em março e devem continuar em alta

Passagens aéreas sobem até 40% em março e devem continuar em alta

05/04/2022 às 09h46 Atualizada em 05/04/2022 às 12h46
Por: Redação
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Aumento do querosene de aviação, com a alta do petróleo, e mercado interno mais aquecido fizeram voos domésticos encarecerem

Os preços das passagens de avião no Brasil aumentaram em março e devem seguir em alta este mês. A subida do preço do petróleo em meio à guerra da Ucrânia está afetando um dos principais insumos das aéreas, o querosene de aviação.

Levantamentos realizados pelas plataformas Kayak e Decolar, tendo como base as tarifas médias praticadas no mês passado, mostram subidas acentuadas nas rotas de alta demanda, especialmente no mercado doméstico.

Na comparação com fevereiro, um levantamento da plataforma Decolar que leva em conta as rotas que têm origem nos aeroportos de São Paulo (Congonhas e Guarulhos) mostra aumentos entre 16% e 40%.

No levantamento da Kayak, que considera a média das passagens de diferentes origens, a alta é ainda maior. Na comparação com o mês de janeiro, os preços de passagens para São Paulo e Rio de Janeiro partindo de diferentes locais subiram 49% e 47% no período, respectivamente. O preço médio de um bilhete a São Paulo em março foi de R$ 1.021 e ao Rio, R$ 1.037.

Os dez destinos nacionais com maior demanda tiveram aumentos de preço superior a 30% na comparação entre janeiro e março. A lista inclui Recife, Salvador, Fortaleza, Maceió, Porto Alegre, Brasília, Natal e Florianópolis. A subida mais acentuada foi a da capital catarinense, de 51%.

No caso das passagens internacionais, os reajustes de fevereiro a março têm sido menores, segundo as pesquisas das duas plataformas.

De acordo com o Kayak, o preço médio aumentou 13% a Lisboa e caiu 4% a Buenos Aires no período. São os dois destinos mais buscados por brasileiros no momento.

Dólar mais barato ajuda

Já o Decolar observou a mesma queda de 4% na passagem de São Paulo a Buenos Aires, para onde o brasileiro poderia viajar, em média, por R$ 1.310 em fevereiro e por R$ 1.260 em março. Os bilhetes de São Paulo a Milão, outro destino muito procurado por brasileiros na plataforma, passaram de R$ 3.288 a R$ 3.511 no mesmo período, subida de 7%.

A diretora de voos da Decolar, Daniela Araújo, afirma que a demanda doméstica mais aquecida ajuda a explicar a diferença entre os reajustes da aviação regional e da internacional.

— O aumento dos preços e combustível de aviação conta muito nessa alta, mas na aviação doméstica há ainda a demanda que estava aquecida nos últimos meses, diferentemente do cenário da aviação internacional, cuja demanda tem crescido mais nas últimas semanas com a flexibilização de algumas barreiras sanitárias, especialmente na Europa — afirma a executiva.

Daniela destaca ainda a queda do dólar nas últimas semanas, que ficou na menor cotação em dois anos. A valorização do real ajuda a mitigar em parte a alta do combustível e pode ser um estímulo também para viagens ao exterior.

Para André Castellini, sócio da consultoria Bain&Company, as margens das companhias aéreas são apertadas, e as empresas já têm operado no prejuízo, mesmo com o aquecimento recente:

— Elas não têm espaço para segurar aumentos de custo ao consumidor, houve queda na demanda por passagens, principalmente no Brasil. As empresas são obrigadas a cortar voos, o que atrasa a retomada completa do setor.

 

O especialista lembra que o preço do barril de petróleo já vinha subindo antes da guerra na Ucrânia, o que fez o querosene de aviação quase dobrar de preço em 2021. Agora, com o conflito, o preço do combustível voltou a subir.

Recuperação adiada

A situação atual fez com que a consultoria reajustasse para baixo suas previsões de retomada para a aviação doméstica brasileira.

— Prevemos que, em julho, a demanda esteja em 90% do que era antes da pandemia, mas revisamos a estimativa para dezembro, que estava entre 100% e 105%, para 95%. O impacto vai ser maior na baixa temporada — diz o executivo.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do litro de querosene de aviação subiu 15,7% de janeiro a março. O combustível responde no geral por cerca de 35% dos custos das companhias aéreas. Na última sexta-feira, o preço do combustível foi reajustado em 18%.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Alagoinhas, BA
20°
Parcialmente nublado

Mín. 20° Máx. 29°

21° Sensação
0.63km/h Vento
97% Umidade
100% (3.14mm) Chance de chuva
05h40 Nascer do sol
17h20 Pôr do sol
Sáb 30° 20°
Dom 32° 19°
Seg 26° 20°
Ter 29° 20°
Qua 28° 20°
Atualizado às 05h01
Economia
Dólar
R$ 4,95 +0,07%
Euro
R$ 5,81 -0,06%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 406,895,42 +1,45%
Ibovespa
187,317,64 pts 1.39%
Lenium - Criar site de notícias