Segunda, 23 de Fevereiro de 2026
22°C 32°C
Alagoinhas, BA
Publicidade

APRENDIZAGEM: 7 milhões de jovens entre 15 e 24 anos não estudam nem trabalham, diz Pnad

APRENDIZAGEM: 7 milhões de jovens entre 15 e 24 anos não estudam nem trabalham, diz Pnad

04/04/2022 às 07h55 Atualizada em 04/04/2022 às 10h55
Por: Redação
Compartilhe:
A terceira edição da Campus Party Brasília continua até domingo (23), no Estádio Mané Garrincha.
A terceira edição da Campus Party Brasília continua até domingo (23), no Estádio Mané Garrincha.

Além disso, apenas 9% dos estudantes do ensino secundário no Brasil optam pela Educação Profissional

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad 2020) revelou que 7 milhões de jovens com idades entre 15 e 24 anos não estudam nem trabalham no Brasil. O número representa 33,8% dos brasileiros nessa faixa etária. Além disso, apenas 9% dos estudantes do ensino secundário no Brasil optam pela Educação Profissional, enquanto nos países europeus, esse índice pode chegar a 43%, aponta levantamento da Education at a Glance 2021.

“Certamente a educação técnico-profissional é um passaporte importante para o primeiro emprego e vai ter um papel importante para o mundo do trabalho”, afirmou o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, durante audiência pública na Comissão Especial na Câmara dos Deputados para tratar do projeto de lei que institui o Estatuto da Aprendizagem (6461/2019).

Para ele, a reforma do Ensino Médio é uma oportunidade de corrigir o atual modelo educacional.

“Nós vamos convergir para o modelo educacional como acontece nos países desenvolvidos, em que o Ensino Médio é um período de transição, quando parte dos jovens vão para a universidade e outra parte tem sua identidade social provida pelo sistema educacional.”

Segundo dados do Senai, 84% dos alunos do Ensino Médio têm interesse na educação profissional.

Estatuto do Aprendiz

Para incentivar esses jovens a buscarem oportunidades profissionais, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que institui o Estatuto do Aprendiz. O PL 6461/2019 está em fase de análise por uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados. O presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, deputado federal Alexis Fonteyne (Novo-SP), afirma que atualmente o programa Jovem Aprendiz está em um ciclo vicioso, em que se a empresa efetiva um jovem, ela necessariamente tem que contratar outro aprendiz.

“O que está acontecendo é um ciclo de jovens aprendizes só para poder cumprir o Custo Brasil novamente, o que não cumpre a função do primeiro emprego adequadamente. E uma das propostas minhas, inclusive, é que qualquer jovem aprendiz, que seja contratado e que seja mantido no seu emprego por pelo menos dois anos, desobriga a empresa a contratar um outro jovem aprendiz por um mesmo período.”

O diretor-geral do Senai define quais são os aspectos importantes para a modernização da aprendizagem que devem estar presentes na nova norma.

"Fortalecer o caráter educacional da aprendizagem. Isso é extremamente importante. A formação de aprendizes é uma política de educação profissional. Aumentar a atratividade de jovens, aumentando a empregabilidade e a produtividade. E aumentar o interesse da empresa pela aprendizagem; criar uma agenda de credibilidade. Para isso ela tem que funcionar.”

Ele também destaca alguns pontos positivos do PL:

  • Ampliar o contrato de aprendizagem para três anos, o que permite maior alinhamento com o Ensino Médio;
  • Criar incentivos e não punições para as empresas incorporarem jovens em situação de vulnerabilidade;
  • A simplificação e a desburocratização, que cria o efeito de sazonalidade do trabalho temporário, intermitente e dos afastados.

No entanto, Rafael Lucchesi destaca pontos do projeto de lei que podem ser prejudiciais e faz recomendações:

  • Criar um desalinhamento entre aspectos trabalhistas já superados pela CLT. “Não se pode criar uma CLT paralela”;
  • Criar uma dicotomia entre teoria e prática. “A educação profissional é feita por instituições especializadas. Deve-se assegurar a avaliação e o credenciamento com regras definidas pelo Conselho Nacional de Educação”;
  • Há pouca flexibilização para evolução. “Tem que dar espaço para portarias, em que o Ministério da Educação possa operar, envolvendo um conselho de instituições”.

Fonte: Brasil 61

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Alagoinhas, BA
25°
Tempo nublado

Mín. 22° Máx. 32°

26° Sensação
2.33km/h Vento
82% Umidade
87% (0.5mm) Chance de chuva
05h35 Nascer do sol
17h59 Pôr do sol
Ter 35° 22°
Qua 31° 22°
Qui 23° 22°
Sex 30° 22°
Sáb 25° 21°
Atualizado às 19h01
Economia
Dólar
R$ 5,16 -0,17%
Euro
R$ 6,09 -0,21%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 353,999,04 -4,52%
Ibovespa
188,853,48 pts -0.88%
Lenium - Criar site de notícias