Sexta, 01 de Maio de 2026
20°C 29°C
Alagoinhas, BA
Publicidade

Com litro da gasolina vendido a R$ 11, Procon fiscaliza preços abusivos

Com litro da gasolina vendido a R$ 11, Procon fiscaliza preços abusivos

14/03/2022 às 08h57 Atualizada em 14/03/2022 às 11h57
Por: Redação
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Acre (Procon-AC) está fiscalizando postos de combustíveis do estado enquanto o litro da gasolina é vendido a mais de R$ 11 em alguns estabelecimentos de cidades remotas, como Jordão e Marechal Thaumaturgo. A operação, que começou nesta quinta-feira — um dia antes do reajuste anunciado pela Petrobras entrar em vigor —, visa verificar a possível cobrança de preços abusivos.

Segundo a diretora-presidente Alana Albuquerque, a autarquia já recebeu uma série de denúncias e tem atuado junto ao Ministério Público do Estado (MPAC) para identificar violações à legislação. As demandas são encaminhadas ao Núcleo de Apoio Técnico do órgão para análise.

— Todas as revendedoras serão notificadas para apresentação de documentos, sendo concedido prazo para apresentação de defesa. Caso seja constatada alguma abusividade, sujeitará a imposição de sanções nos termos da legislação consumerista — disse Albuquerque.

De acordo com ela, o aumento do valor antes da compra dos novos combustíveis sob a vigência do reajuste configura violação do art.39, V, do Código de Direito do Consumidor, que dispõe sobre práticas abusivas.

Com o reajuste no preço dos combustíveis, impactado pela disparada do valor do petróleo no mercado internacional em meio à guerra na Ucrânia, taxistas nos municípios de Jordão e Marechal Thaumaturgo estão parando suas atividades. Na primeira cidade, o litro da gasolina é vendido a R$ 11,56 em um dos postos, um dos mais caros do país. Na outra, o único estabelecimento terrestre do município cobra R$ 10,55.

Gustavo Kloh, professor de Direito do Consumidor da FGV, explica que existe uma teoria jurídica segundo a qual os contratos de consumo têm um aspecto de justiça, que impede o lucro excessivo e a lesão ao consumidor. Nesse sentido, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) veda em seus artigos 6 e 39 que o fornecedor tenha vantagens exageradas.

— Na cadeia de consumo, tem havido uma série de aumentos que, levando em consideração todo o ciclo produtivo do petróleo, não se justificam por completo. As pessoas estão fazendo aumento "preventivo" imaginando que mês que vem vai subir mais ainda, para fazer caixa. É isso que o código veda: os aumentos sem nenhuma justificativa. Eles não têm correspondência na inflação, o petróleo não subiu preço ainda, é simplesmente medo do dono do posto. Definitivamente são injustificáveis, excessivos e violam o art 6 e 39 do CDC, representando vantagem excessiva para o fornecedor — disse.

O preço médio de venda praticado pela Petrobras para a venda de gasolina para as distribuidoras passou de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%. Para o diesel, o preço médio saltou de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%. A estatal comunicou a variação mesmo diante de pressão do governo para não elevar o preço frente à escalada da cotação do petróleo, cujo barril superou US$ 130.

Fonte: Exame

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Alagoinhas, BA
26°
Parcialmente nublado

Mín. 20° Máx. 29°

28° Sensação
1.69km/h Vento
77% Umidade
100% (3.14mm) Chance de chuva
05h40 Nascer do sol
17h20 Pôr do sol
Sáb 30° 20°
Dom 32° 19°
Seg 26° 20°
Ter 29° 20°
Qua 28° 20°
Atualizado às 09h01
Economia
Dólar
R$ 4,95 +0,07%
Euro
R$ 5,81 -0,06%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 408,292,95 +1,80%
Ibovespa
187,317,64 pts 1.39%
Lenium - Criar site de notícias