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Reunião entre ministros de Ucrânia e Rússia na Turquia termina sem acordos

Reunião entre ministros de Ucrânia e Rússia na Turquia termina sem acordos

10/03/2022 às 09h49 Atualizada em 10/03/2022 às 12h49
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Serguei Lavrov e Dmytro Kuleba discutiram possível cessar-fogo de 24 horas na cidade de Antalya

A guerra entre Rússia e Ucrânia chega ao 15º dia e a resolução do conflito ainda parece distante. Nesta quinta-feira (10), terminou sem acordos a primeira reunião entre os ministros de Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, e ucraniano, Dmytro Kuleba. O enontro em Antalya, Turquia, foi um pedido da parte ucraniana que propunha um cessar-fogo de 24h em Mariupol, sul do país.

“Vim aqui com um propósito humanitário, sair da reunião com a decisão de organizar um corredor humanitário de e para Mariupol”, disse o ministro ucraniano.

A cidade portuária de Mariupol está sob bombardeio há mais de uma semana e, segundo o governo ucraniano, não houve possibilidade de ativar corredores humanitários para evacuar a zona.

A organização Médicos Sem Fronteiras classificou a situação como uma "catástrofe humanitária", afirmando em comunicado, que a cidade não possui água potável, eletricidade ou serviços de telefonia e internet.

O chanceler russo afirmou que seu país apresentou propostas concretas e espera manter o diálogo "de maneira séria" com a Ucrânia e que a discussão sobre um cessar-fogo nunca foi uma possibilidade.

"Não estou surpreso que Kuleba tenha dito que não era possível concordar com um cessar-fogo. Aqui ninguém pretendia discutir um cessar-fogo", disse Lavrov.

Respondendo à pergunta se a Rússia planeja atacar outros países, o ministro russo disse: "Não planejamos atacar outros países, e a Ucrânia nós não atacamos". "Mas simplesmente explicamos à Ucrânia muitas vezes que surgiu uma situação que cria ameaças diretas à segurança da Federação Russa. Apesar de nossos muitos anos de lembretes, exortações, telefonemas, ninguém nos ouviu", disse Lavrov.

Lavrov ainda disse que é perigosa a maneira como o Ocidente está atuando, "enviando suprimentos de armas letais à Ucrânia, como sistemas de defesa aérea portáteis".

Sobre a acusação de que o exército russo teria bombardeado um hospital infantil em Mariupol, o chanceler russo disse que no dia 7 de março a Rússia apresentou provas na sessão do Conselho de Segurança da ONU de que esse edifício estava sob controle do grupo paramilitar neonazista ucraniano Batalhão de Azov.

Entre as exigências de Moscou para acabar com a guerra estão o reconhecimento das regiões separatistas de Donetsk e Lugansk como repúblicas independentes; assim como da Crimeia como território russo; e a garantia de que Ucrânia não entrará na Otan, nem na União Europeia.

A última rodada de negociações aconteceu em Belarus na segunda-feira  (7) e terminou com o acordo de estabelecer corredores humanitários para evacuar as zonas quentes do conflito, e a promessa de um novo encontro próximo.

Segundo as Nações Unidas, há um total de 516 civis mortos, 908 feridos e 1,5 milhão de desalojados. Para a Agência de Refugiados da ONU (Acnur), mais de 2,3 milhões de refugiados ucranianos já deixaram o país.

Mais tensões

Nesta quinta entra em vigor uma lei aprovada na última quarta-feira (9) pelo presidente Volodymyr Zelenski que autoriza civis ucranianos e estrangeiros a armar-se para enfrentar o exército russo.

A legislação teria vigência "mais tardar até 10 dias após o fim da guerra", quando as armas e munições nas mãos de civis deveriam ser entregues novamente aos militares ucranianos.

Em resposta, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, declarou que se alguém ataca um soldado russo, ele será "obrigado a devolver fogo".

Armas biológicas

Após denunciar a existência de laboratórios de desenvolvimento de armas biológicas, a Rússia afirma que Kiev e Washington planejavam um ataque para 2022.

Segundo porta-voz do ministério de Defesa, Igor Konashénkov, documentos encontrados revelam que a Ucrânia e os EUA estudavam a possibilidade de transmitir gripe suína ou antrax através de aves, morcegos e répteis.

Na última quarta-feira (9), a  subsecretária de Estado dos EUA, Victoria Nuland, que disse ver com "preocupação" o controle russo das instalações de investigação biológica no território ucraniano.

Entenda o conflito

Desde o final de 2021, tropas russas passaram a se concentrar nas proximidades da Ucrânia, e o Ocidente enviou armas para os ucranianos. O conflito tem como pano de fundo o mercado de energia na Europa e os limites da expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma aliança militar composta por membros alinhados aos Estados Unidos, em direção à fronteira russa.

Outro elemento central é o fracasso dos Acordos de Minsk, assinados em 2014 e 2015 como uma tentativa de construir um cessar-fogo para a guerra civil na Ucrânia. A ferramenta diplomática previa condições de autonomia para áreas separatistas de Donetsk e Lugansk e a retirada de armas da região em que tropas ucranianas enfrentavam os rebeldes.

O governo de Kiev se recusava a cumprir a parte política prevista pelos acordos, já que isso poderia causar uma fratura em sua soberania.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro sob a justificativa de “desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho. Desde então, União Europeia e Estados Unidos anunciaram sanções como resposta e também fornecem armas aos ucranianos.

Edição: Thales Schmidt

Fonte: Brasil de Fato

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