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Correção de 10% não reduz o peso da inflação nas aposentadorias

Correção de 10% não reduz o peso da inflação nas aposentadorias

18/01/2022 às 09h46 Atualizada em 18/01/2022 às 12h46
Por: Redação
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As aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) receberão uma correção de 10,06% em janeiro. Especialistas explicam que esse aumento não será suficiente para dar um alívio aos aposentados, pois não supre a queda do poder de compra causada pela alta da inflação, e pouco ameniza a parcela dos que estão endividados.

O reajuste é a reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é a inflação das famílias mais pobres, que ganham de um a cinco salários mínimos. Esse reajuste também é aplicado para outros benefícios pagos pelo INSS, como o auxílio doença e as pensões. Os novos valores serão repassados aos 36 milhões de beneficiários do instituto a partir do dia 25 de janeiro. Com isso, o teto das aposentadorias passará de R$ 6.443,57 para R$ 7.087,22.

Dos 36 milhões de cidadãos atendidos pelo INSS, 23,4 milhões recebem um salário mínimo. Conforme a Medida Provisória nº 1.091/2021, publicada em 31 de dezembro de 2021, o piso salarial passou a ser de R$ 1.212 a partir deste mês.

O economista José Luiz Pagnussat, conselheiro do CORECON/DF, esclareceu que o reajuste das aposentadorias acima de um salário mínimo vai repor o poder de compra, corroído pela inflação de 2021, que superou dois dígitos. O INPC foi de 10,06 %. Porém, ele observa que o reajuste só repõe a média do poder de compra do início de 2020.

"Para algumas famílias, que utilizam mais transportes públicos e têm gastos maiores com habitação e artigos de residência, a reposição das perdas determinadas pela inflação não serão totalmente compensadas, pois o aumento dos custos do transporte foi de 19,3% e o de habitação ficou acima de 13%", explicou o economista. De acordo com Pagnussat, o ideal é ter reajustes acima da inflação, que incorporem os ganhos de produtividade da economia no ano. "Por exemplo, um reajuste pela inflação mais o crescimento do PIB", analisou.

Fonte Correio Braziliense

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