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Sidney Poitier, primeiro negro a ganhar Oscar de melhor ator, morre aos 94 anos

Sidney Poitier, primeiro negro a ganhar Oscar de melhor ator, morre aos 94 anos

07/01/2022 às 14h25 Atualizada em 07/01/2022 às 17h25
Por: Redação
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Sidney Poitier, em 2013 Foto: Gus Ruelas / REUTERS
Sidney Poitier, em 2013 Foto: Gus Ruelas / REUTERS

Ele ganhou a estatueta por 'Uma voz nas sombras', em 1964; notícia foi confirmada por Ministro nas Relações Exteriores das Bahamas, país de origem do ator

Morreu nesta sexta-feira, aos 94 anos, o ator Sidney Poitier. O astro da Era de Ouro de Hollywood era conhecido por filmes como "Adivinha quem vem para o jantar", "No Calor da Noite" e "Uma voz nas sombras". Este último lhe rendeu o Oscar de melhor ator em 1964 e fez dele o primeiro negro a ganhar o prêmio. Isso só se repetiu 38 anos depois, com Denzel Washignton levando a estatueta por "Dia de treinamento". Coincidentemente, foi o mesmo dia em que Poitier recebeu o Oscar pelo conjunto da obra.

A notícia da morte foi anunciada por Fred Mitchell, ministro das Relações Exteriores das Bahamas, país de origem de Poitier. A causa da morte não foi revelada.

Sidney tinha dupla cidadania já que nasceu inesperadamente em Miami durante uma visita dos pais aos Estados Unidos. Ele cresceu nas Bahamas, mas mudou-se para a América aos 15 anos. Seu primeiro filme foi "No way out" em 1950, e o primeiro protagonista veio em 1955 em "Sementes da violência".

Em 1959, com "Acorrentados" (1958), recebeu sua primeira indicação ao Oscar de melhor ator. Foi a primeira vez de um negro indicado na categoria.

Poitier chegou a receber duas indicações ao Emmy de melhor de telefilme na década de 1990: uma delas por interpretar Nelson Mandela, no filme para TV "Mandela and the Klerk" (1997).  Ao todo, ele recebeu 27 prêmios na carreira e mais de 40 indicações.

Direitos civis

A ascensão de Sidney Poitier coincidiu com o avanço do movimento pelos direitos civis nos EUA nos anos 1960 e seus papéis, como pontuou o "New York Times", refletiam os objetivos pacifistas e integracionistas do movimentos.

“É umauma escolha clara”, disse Poitier sobre os papéis que aceitava, numa entrevista concedida em 1967. “Se a estrutura da sociedade fosse diferente, eu gritaria aos céus para bancar o vilão e lidar com diferentes imagens da vida do negro que seriam mais dimensionais. Mas eu serei amaldiçoado se eu fizer isso nesta etapa do jogo”.

O ator chegou a ser um dos cinco mais bem-pagos de Hollywood na época, porém, nunca era escalado para par românticos.

“Pensar no homem negro americano em circunstâncias sócio-sexuais românticas é difícil, você sabe”, disse ele em outra ocasião. “E as razões disso são muitas.”

Fonte: O Globo

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