De fora do Ministério Público Federal (MPF) após comandar a operação Lava Jato, o ex-procurador Deltan Dallagnol receberá do Podemos, partido ao qual se filiou para concorrer à Câmara dos Deputados em 2022, R$ 15 mil mensais.
Pelo Instagram, Dalagnol divulgou uma nota de "transparência sobre minha atividade pública" e comparou o valor que receberá do partido com o que ganhava no MPF: "corresponderá num ano a cerca de metade do total que recebi líquido como procurador da República em 2020 e consta nos meus contracheques, no portal da transparência".
A renda de Dallagnol será patrocinada pelo fundo eleitoral do Podemos. Ou seja, paga pelo contribuinte brasileiro.
Enquanto o ex-procurador lucra na política, os brasileiros vivem uma crise econômica gravíssima. De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o trabalho de Dallagnol e dos outros procuradores na Lava Jato, que tiveram a ajuda do então juiz Sergio Moro - posteriormente declarado parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF) - destruiu 4,4 milhões de empregos e custou 3,6% do PIB.
Fonte: Brasil247
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