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Itapemirim: companhia aérea suspende operação e não tem data de retorno

Itapemirim: companhia aérea suspende operação e não tem data de retorno

18/12/2021 às 11h05 Atualizada em 18/12/2021 às 14h05
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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A ITA Transportes Aéreos, linha aérea da Itapemirim, anunciou nesta sexta-feira a suspensão de suas operações. Embora diga que se trata de algo temporário, a empresa não diz quando poderia retomar os voos.

A companhia, que iniciou a operação em junho deste ano, já nasceu sob suspeita, uma vez que a Itapemirim, sua controladora, está em recuperação judicial. A linha aérea chegou a atrasar diárias de hospedagem e do vale alimentação dos tripulantes em caso que foi parar na Justiça do Trabalho.

A empresa deixou ainda de fazer os depósitos do FGTS de seus funcionários e, segundo denúncias recebidas pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA).

Em nota, o Grupo Itapemirim diz que a decisão foi tomada por "iniciativa própria" em meio à alta temporada e foi feita para realização de uma "reestruturação interna", sem entrar em detalhes. A empresa, que tem menos de 1% de participação de mercado, tem atrasado voos.

"A decisão foi tomada por necessidade de ajustes operacionais. A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) já foi informada da decisão", diz o documento.

"A ITA lamenta os transtornos causados e afirma que irá continuar prestando toda assistência aos passageiros impactados" pelos cancelamentos dos voos. A empresa pede, ainda, que passageiros com viagens programadas para os próximos dias enviem email para falecomaita@voeita.com.br. A norma da Anac, contudo, estipula que a própria companhia deve comunicar cancelamentos de voos aos passageiros.

Em sua curta vida, a ITA enfrentou a alta de custos do petróleo e a desvalorização do câmbio, que pressionaram as margens no setor aéreo. Azul, Gol e Latam Brasil, as três maiores do setor, dominam 99% do mercado doméstico atual e, mesmo com a escala, ainda operam em prejuízo.

A ITA, ao que a situação indica, não sobreviverá para ver o retorno da demanda da aviação doméstica a níveis pré-pandemia, o que deverá ocorrer apenas no início de 2022.

— A empresa enfrenta muita competicao das grandes aéreas e custos elevadíssimos com dólar alto. Sem receitas, aumentam as dívidas com fornecedores, passageiros, além das ações trabalhistas. Isso prejudica o cronograma de pagamento dos arrendamentos de aeronaves também e pode logo culminar com o fim da empresa — diz Felipe Bonsenso, advogado especialista no setor aéreo.

A reportagem procurou o presidente e controlador do Grupo Itapemirim, Sidnei Piva, mas ele não se manifestou.

Fonte: Exame

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