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Cerca de 2,9 bilhões de pessoas em todo o mundo nunca usaram a internet por falta de acesso, diz UIT

Cerca de 2,9 bilhões de pessoas em todo o mundo nunca usaram a internet por falta de acesso, diz UIT

01/12/2021 às 09h22 Atualizada em 01/12/2021 às 12h22
Por: Redação
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Uma das maiores barreiras para estar online é o preço dos dispositivos e dos serviços. Em algumas das nações mais pobres do mundo, acessar a internet pode custar 20% mais que o valor per capita do PIB.

O relatório Fatos e Números da União Internacional de Telecomunicações, UIT, revela que 37% da população mundial nunca usaram a internet por não terem acesso ao recurso.

Este ano, o número de pessoas que usaram a internet subiu para 4,9 bilhões se comparado à quantidade de 4,1 bilhões em 2019.

Velocidade - Para a agência da ONU, a notícia é boa para o desenvolvimento, mas o acesso à rede mundial de computadores permanece “profundamente desigual”.

Cerca de 96% das pessoas que não têm acesso à tecnologia vivem em países em desenvolvimento. E dentre os usuários de internet, muitas centenas de milhões podem acessar o serviço via dispositivos compartilhados ou com velocidade limitada.

O secretário-geral da UIT, Houlin Zhao, afirma que mesmo com quase dois terços da população mundial na internet, ainda existe um longo caminho a percorrer para que todo o globo possa estar online.

Para a agência, a pandemia ajudou a aumentar a conectividade e a manter as pessoas na escola, no trabalho, acessando serviços de saúde, notícias e bancos, levando a internet a mais 782 milhões de cidadãos, uma subida de 17%.

Estatísticas - O relatório da UIT revela que o crescimento durante a crise de Covid-19 foi o maior em uma década.

Nos países em desenvolvimento, o serviço cresceu mais de 13%. E nas 46 nações consideradas menos desenvolvidas, LDC na sigla em inglês, a média ultrapassou 20%.

A diretora do Escritório de Desenvolvimento de Telecomunicações, Doreen Bogdan-Martin, disse que essas estatísticas mostram um grande avanço na missão da UIT em conectar o mundo.

A agência afirma que as mulheres em países menos desenvolvidos estão particularmente marginalizadas, quatro em cada cinco estão fora da internet. Muitos excluídos digitais enfrentam desafios como pobreza, analfabetismo, acesso limitado à energia elétrica e falta de conhecimentos digitais.

Para a agência, as soluções digitais serão necessárias para revitalizar o desenvolvimento sustentável e ajudar os países a alcançar a agenda 2030.

Regiões - Em todo o mundo, 62% dos homens usam a internet comparado a 57% das mulheres.

Ainda que o fosso digital esteja diminuindo em todas as regiões do mundo e quase eliminado nos países desenvolvidos, a divisão é mais acentuada na África com 35% dos homens e 24% das mulheres acessando a internet.

Já no mundo árabe são 68% dos homens e 56% das mulheres.

Mundialmente, usuários em áreas urbanas têm duas vezes mais chance de acessar a internet que os habitantes de áreas rurais. A relação é de 76% nas cidades e 39% em contextos rurais.

Cerca de 71% da população mundial entre 15 e 24 anos usam a internet se comparado a 57% de todos os outros grupos etários.

Uma das maiores barreiras para estar online é o preço dos dispositivos e dos serviços. Em algumas das nações mais pobres do mundo, acessar a internet pode custar 20% mais que o valor per capita do Produto Interno Bruto, PIB.

 

Fonte: Brasil 247

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