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CPI desiste mais uma vez de ouvir Queiroga

CPI desiste mais uma vez de ouvir Queiroga

13/10/2021 às 08h15 Atualizada em 13/10/2021 às 11h15
Por: Redação
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No lugar do ministro da Saúde, comissão quer a presença do médico Carlos Carvalho, que coordenou estudo com parecer contrário ao "kit covid". Senadores suspeitam de interferência do governo para adiar análise do estudo.

A cúpula da CPI da Pandemia desistiu nesta terça-feira (12/10) de ouvir o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pela terceira vez. O depoimento estava marcado para a próxima segunda-feira, 18 de outubro.

"Não vai contribuir muito. Palco para bolsonarista", disse o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), ao Jornal Estado de S. Paulo.

A comissão ouviria Queiroga após senadores da oposição levantarem suspeita de interferência do Ministério da Saúde na pauta de uma reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão consultivo do Ministério da Saúde.

Na reunião, seria analisado um parecer contrário ao uso de cloroquina e outros medicamentos que compõem o chamado "kit covid" – que não tem comprovação científica contra a covid-19, mas mesmo assim é defendido insistentemente pelo presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.

Senadores querem ouvir coordenador do estudo

No lugar de Queiroga, os senadores pretendem ouvir o depoimento do médico Carlos Carvalho, que coordenou o estudo que seria analisado no começo deste mês pela Conitec, mas foi tirado da pauta. A convocação de Carvalho precisa ser aprovada pela CPI, o que deve ocorrer em reunião extraordinária na sexta-feira.

Em trechos do relatório lidos pelo vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) na semana passada, o Conitec não recomenda o uso de cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina em pacientes com suspeita ou diagnóstico de covid-19 em tratamento ambulatorial.

CPI se aproxima do fim

Também na segunda-feira, além de Carvalho, devem falar à CPI parentes de vítimas do coronavírus. Já na terça-feira, ocorrerá a leitura do parecer do relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL) e, no dia seguinte, a votação do relatório.

Na semana passada, ao ser questionado por jornalistas se Bolsonaro poderá ser indiciado ao fim dos trabalhos da CPI, Calheiros respondeu que "certamente será". "Não vamos falar grosso na investigação e miar no relatório", afirmou o relator.

Ele também informou que a CPI entregará relatórios separados à Procuradoria-Geral da República, ao Tribunal de Contas da União e aos Ministérios Públicos do Distrito Federal e de estados.

Fonte: DW

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